Economia

Dólar abre em queda e Ibovespa aguarda abertura após corte da Selic pelo Copom

Moeda americana recua para R$ 5,11 no início do dia, enquanto o Banco Central reduz a taxa básica de juros para 14% ao ano

Petróleo opera em alta e mercados monitoram cenário externo e novos balanços corporativos - Foto: SeongJoon Cho/Bloomberg
Petróleo opera em alta e mercados monitoram cenário externo e novos balanços corporativos - Foto: SeongJoon Cho/Bloomberg

Redação Publicado em 06/08/2026, às 10h23


O mercado financeiro opera em clima de cautela nesta quinta-feira (6), refletindo a repercussão da nova decisão do Banco Central sobre os rumos da economia nacional e o monitoramento contínuo das negociações geopolíticas no Oriente Médio. Nas primeiras horas do dia, a cotação do dólar registrava recuo de 0,24% por volta das 9h, negociado a R$ 5,1160, enquanto investidores aguardavam a abertura oficial do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, programada para as 10h.

No cenário interno, o foco do mercado permanece voltado para o corte na taxa básica de juros anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na quarta-feira (5), o colegiado optou por reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa a 4% ao ano.

Trata-se da quarta redução consecutiva promovida pelo Banco Central, alcançando o menor patamar para o indicador desde março do ano passado. Segundo o comunicado oficial divulgado pelo BC, a medida busca ancorar a inflação em direção à meta estabelecida, além de mitigar oscilações na atividade econômica e incentivar o mercado de trabalho.

Apesar da flexibilização monetária, o Brasil segue mantendo o maior patamar de juros reais do mundo. Especialistas apontam que a decisão veio em linha com as expectativas dos analistas e reflete um ambiente de cautela frente às incertezas do cenário internacional, marcado por instabilidades geopolíticas e pela postura dos principais bancos centrais de economias desenvolvidas. As projeções correntes do mercado financeiro indicam que a taxa Selic poderá encerrar o ano cotada em 13,75% ao ano, abrindo espaço para mais um ajuste de baixa na reunião agendada para novembro.

Negociações internacionais e impacto no mercado de petróleo

Fora do país, os desdobramentos diplomáticos e militares envolvendo Estados Unidos e Irã continuam ditando o ritmo dos ativos globais, com especial atenção direcionada ao transporte de energia. Autoridades iranianas confirmaram avanço nas tratativas com o governo de Omã para estabelecer um formato compartilhado de administração e controle do tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento global de petróleo.

Apesar dos entendimentos regionais anunciados por Teerã sobre o mapeamento de novas coordenadas geográficas para o trânsito de navios, persistem divergências em relação ao embargo imposto pelos Estados Unidos a portos iranianos e à cobrança de taxas de passagem. As declarações ocorrem em contraponto às avaliações divulgadas pelo governo norte-americano, que aponta progressos rumo a um entendimento definitivo para a reabertura da rota marítima.

Diante do quadro de instabilidade na região do Golfo Pérsico, as cotações internacionais do petróleo operam em trajetória de valorização durante a sessão de negociações. Pela manhã, o barril do petróleo tipo Brent, referência global de preços, registrava alta de 1,06%, cotado a US$ 80,29. No mesmo sentido, o contrato do West Texas Intermediate (WTI), referência no mercado americano, avançava 0,88%, comercializado a US$ 75,88 o barril.


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