ApexBrasil lança plano estratégico para diversificar exportações em resposta às tarifas comerciais impostas pelos EUA ao Brasil

Redação Publicado em 11/08/2026, às 09h46
O dólar abriu a sessão desta terça-feira (11) em leve queda de 0,10%, cotado a R$ 5,1053 por volta das 9h, enquanto os investidores nacionais e estrangeiros aguardavam a abertura do Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira. O cenário do mercado financeiro reflete um dia de atenção voltada para os dados de inflação no Brasil, sinalizações de política monetária do Banco Central e as incertezas geopolíticas globais que voltam a impulsionar a cotação internacional do petróleo.
No cenário doméstico, o principal destaque é a desaceleração da inflação oficial do país, que registrou alta de 0,07% no mês de julho, após ter avançado 0,16% no período anterior. Além do indicador de preços, o mercado repercute a publicação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na qual o Banco Central reforçou que atuará com firmeza caso a volatilidade nos preços do petróleo venha a impactar a oferta da commodity e os preços internos no Brasil. Na semana passada, a autoridade monetária reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, fixando o indicador em 14% ao ano.
Tensões geopolíticas, tarifas e mercado internacional
No exterior, o preço do petróleo voltou a registrar valorização nas primeiras horas do dia devido ao impasse sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, canal estratégico por onde transita um quinto do comércio global da commodity.
O barril do tipo Brent subia 0,15%, cotado a US$ 87,85, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançava 0,28%, negociado a US$ 82,36. A alta ocorreu após declarações do presidente americano Donald Trump ironizando a lista de exigências apresentada pelo Irã para a liberação da navegação comercial, aumentando as dúvidas sobre um desfecho diplomático rápido na região.
Paralelamente, os agentes do mercado financeiro acompanham os desdobramentos dos impactos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Em resposta às medidas protecionistas, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lança nesta terça-feira um plano estratégico focado em ampliar a inserção de produtos nacionais em novos mercados e diversificar as pautas de exportação dos setores mais afetados pelas taxas alfandegárias.
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