Tecnologia implementada pela Suzano automatiza transporte interno, aumenta eficiência e muda o perfil do trabalho nas fábricas.

Ana Beatriz Publicado em 25/04/2026, às 11h00
A Suzano implementou robôs móveis autônomos na movimentação de celulose em sua unidade de Ribas do Rio Pardo, posicionando-se na vanguarda da automação logística no setor florestal e aumentando a eficiência operacional.
Os robôs, desenvolvidos em parceria com a Dalca, são capazes de transportar até quatro toneladas de celulose de forma autônoma, eliminando etapas manuais e reduzindo riscos operacionais, com quatro unidades já em operação atendendo um terço da produção.
A empresa planeja expandir o uso da tecnologia para 100% da operação local e capacitar sua força de trabalho para funções mais complexas, reforçando sua estratégia de produtividade, sustentabilidade e inovação no contexto da Indústria 4.0.
A Suzano iniciou uma nova etapa de transformação industrial ao adotar robôs móveis autônomos na movimentação de celulose em sua unidade de Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul. A iniciativa posiciona a companhia na vanguarda da automação logística no setor florestal, ao aplicar em larga escala uma tecnologia ainda pouco explorada na indústria brasileira.
Batizado de FlexNav, o sistema foi desenvolvido em parceria com a empresa nacional Dalca e opera com base em Robôs Móveis Autônomos (AMR), capazes de transportar fardos de celulose entre a linha de produção e o armazém sem intervenção humana direta. A tecnologia elimina etapas manuais do processo logístico, reduzindo riscos operacionais e aumentando a previsibilidade das operações.
Cada robô possui capacidade para movimentar até quatro toneladas por operação, transportando dois conjuntos de fardos simultaneamente. O funcionamento é totalmente autônomo, com integração em tempo real a uma central de monitoramento responsável por coordenar rotas, fluxos e ciclos de recarga das baterias.
Nesta fase inicial, quatro robôs estão em operação e já atendem cerca de um terço da produção da unidade. A expectativa da companhia é expandir gradualmente o uso da tecnologia até atingir 100% da operação local, além de avaliar a replicação do modelo em outras fábricas no país.
A adoção dos AMRs ocorre em um momento de forte avanço da chamada Indústria 4.0, marcada pela integração entre automação, inteligência de dados e conectividade em ambientes produtivos. No caso da Suzano, o movimento reforça a estratégia de ganho de escala com eficiência, ao mesmo tempo em que reduz o impacto ambiental das operações logísticas.
Segundo Leonardo Mendonça Pimenta, diretor de Operações Industriais da companhia na unidade, a implementação une três pilares centrais da estratégia da empresa: produtividade, sustentabilidade e valorização de pessoas. “Com a adoção dos robôs, ampliamos a eficiência operacional, reduzimos emissões e direcionamos nossos profissionais para funções mais estratégicas dentro da operação”, afirmou.
A mudança tecnológica também provocou uma reconfiguração no perfil da força de trabalho. Funcionários que atuavam diretamente na movimentação de carga passaram por programas de capacitação técnica, voltados à operação, monitoramento e manutenção dos sistemas automatizados. A formação incluiu conhecimentos em elétrica, mecânica e automação industrial.
De acordo com Renan Volpatto, gerente executivo de Logística da empresa, o investimento em qualificação acompanha a evolução do ambiente industrial. “A aplicação em larga escala dessa tecnologia exige um time preparado para atuar em um cenário cada vez mais tecnológico. Por isso, capacitamos nossos profissionais para funções de maior complexidade”, destacou.
A unidade de Ribas do Rio Pardo, considerada uma das mais modernas da companhia, já vinha sendo estruturada com foco em eficiência e inovação. A introdução dos robôs autônomos amplia esse posicionamento e reforça o papel do Brasil como um dos principais polos globais de produção de celulose.
Maior produtora mundial do setor, a Suzano tem ampliado investimentos em digitalização e automação para manter competitividade internacional, especialmente diante de mercados cada vez mais exigentes em eficiência e sustentabilidade. A adoção de robótica autônoma na logística industrial é mais um passo nessa direção.
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