Mulheres que Lutam

A força da representatividade: ex-atleta olímpica inspira meninas do projeto Mulheres que Lutam

Andressa Fernandes compartilha trajetória de superação e reforça a importância do esporte como ferramenta de transformação social

O projeto Mulheres que Lutam utiliza o judô como ferramenta de inclusão e empoderamento para meninas de 6 a 18 anos - Imagem: Divulgação
O projeto Mulheres que Lutam utiliza o judô como ferramenta de inclusão e empoderamento para meninas de 6 a 18 anos - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 21/07/2026, às 16h57


O esporte tem o poder de transformar vidas, especialmente quando meninas têm a oportunidade de conhecer histórias reais de dedicação, superação e conquistas. Com esse propósito, o projeto Mulheres que Lutam promoveu uma roda de conversa com a sensei, ex-atleta olímpica e professora de Educação Física Andressa Fernandes, proporcionando às participantes um momento de troca de experiências e inspiração.

Durante o encontro, Andressa compartilhou sua trajetória no judô, lembrando que sua carreira nasceu da paixão pelo esporte e não da busca por resultados. Ao falar sobre sua caminhada, ela destacou como a dedicação diária foi determinante para alcançar o alto rendimento e representar o Brasil nos Jogos Olímpicos.

"Eu não entrei no judô sonhando em ser atleta olímpica. Eu simplesmente amava treinar. Quando não podia ir, ficava muito triste, e as férias eram difíceis porque significavam ficar longe do tatame. Foi essa paixão pelo esporte que, aos poucos, se transformou em dedicação e abriu caminho para tudo o que conquistei na minha carreira", afirma Andressa Fernandes.

Além de compartilhar sua história, a ex-atleta reforçou valores como disciplina, perseverança, respeito e confiança, mostrando às alunas que o esporte vai muito além das competições e pode ser uma ferramenta para o desenvolvimento pessoal e a construção de sonhos.

Para a coordenadora do projeto, Andrea Berti, a presença de mulheres que construíram trajetórias de destaque no esporte é fundamental para fortalecer a autoestima e ampliar as perspectivas das participantes.

"A presença da Andressa foi muito importante por aproximar as alunas de uma ex-atleta olímpica que vivenciou os desafios e as conquistas do esporte de alto rendimento. Ao compartilhar sua trajetória, ela mostrou que disciplina, perseverança e confiança podem transformar sonhos em realidade, inspirando as meninas a acreditarem no próprio potencial", destaca Andrea Berti.

Ao aproximar as participantes de exemplos reais de sucesso, o projeto Mulheres que Lutam reafirma seu compromisso de utilizar o esporte como instrumento de inclusão, desenvolvimento humano e protagonismo feminino, incentivando meninas a acreditarem em seu potencial dentro e fora dos tatames.

Sobre o Projeto Mulheres que Lutam

O Projeto Mulheres que Lutam é uma iniciativa do Instituto Projeção, viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, com patrocínio da Brasil Terminal Portuário e da Ecorodovias.

Voltado a meninas de 6 a 18 anos em Santos (SP), o projeto atua no contraturno escolar e utiliza o judô como ferramenta de inclusão, formação cidadã e fortalecimento de valores que acompanham as alunas dentro e fora da escola.