Equipe busca terceira vitória consecutiva no GP do Japão, um feito que não ocorre desde o heptacampeonato de Hamilton em 2020

Gabriella Souza Publicado em 19/03/2026, às 10h33
A soberania da Mercedes está de volta à Fórmula 1. Após anos sendo coadjuvante diante do domínio da Red Bull e da ascensão da McLaren, a equipe alemã iniciou a temporada de 2026 com um desempenho avassalador. Ao conquistar vitórias dominantes e consecutivas nas primeiras etapas, a dupla formada por George Russell e o jovem Andrea Kimi Antonelli resgatou uma performance que o time não alcançava desde 2020, ano do último título mundial de Lewis Hamilton com a marca.
O início de campeonato é histórico, pela primeira vez desde o fim de 2021, a Mercedes lidera o Mundial, somando 98 pontos, uma folga de 31 pontos sobre a vice-líder Ferrari. No topo da tabela de pilotos, Russell vive um momento inédito na carreira ao ocupar a liderança isolada.
Esse cenário contrasta drasticamente com as temporadas de 2023 e 2024, quando o time sofreu com projetos de carros problemáticos e vitórias escassas, chegando a passar anos sem subir ao lugar mais alto do pódio.
Favoritismo
O otimismo da equipe já era visível desde a pré-temporada em Barcelona e Sakhir, onde o novo motor Mercedes impressionou pela quilometragem e velocidade final. George Russell chegou a declarar que vê a escuderia em sua melhor fase técnica dos últimos cinco anos.
No entanto, o sucesso repentino atraiu os olhares atentos da concorrência e da FIA. Rumores apontam que a unidade de potência alemã possui uma suposta brecha na taxa de compressão, visível apenas sob altas temperaturas, o que garantiria uma vantagem de até 0s3 por volta.
Em resposta às queixas das rivais, a FIA anunciou que irá endurecer a vigilância sobre os motores a partir de julho. Enquanto isso, a Mercedes rebate as críticas, afirmando que os adversários estão apenas "buscando desculpas" para o salto de performance do W17. O próximo desafio será no GP do Japão, em Suzuka. Caso conquiste a vitória em solo japonês, a Mercedes atingirá a marca de três triunfos consecutivos na abertura da temporada, um feito realizado pela última vez no ano do heptacampeonato de Hamilton em 2020.
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