Piloto da Williams destaca que a nova aerodinâmica ativa torna as largadas perigosas e gera confusão entre os competidores

Redação Publicado em 11/03/2026, às 11h17
A maior mudança técnica da Fórmula 1 nos últimos anos começou debaixo de fogo cruzado. Carlos Sainz Jr., que agora defende as cores da Williams, saiu do GP da Austrália com um sentimento de revolta e muita preocupação. O piloto terminou a corrida apenas na 15ª posição, mas o que realmente incomodou o espanhol de 31 anos não foi apenas o resultado, e sim o novo regulamento que entrou em vigor nesta temporada de 2026. Segundo ele, as novidades tornaram a pista um lugar perigoso para os competidores.
Sainz não poupou palavras ao descrever a largada em Melbourne, afirmando que a combinação da nova aerodinâmica ativa com o vácuo dos carros criou situações de alto risco logo nos primeiros metros.
Com um olhar atento para a integridade física dos colegas, o dono do carro número 55 disparou que a segurança foi deixada de lado em nome de uma "fórmula" que, na visão dele, simplesmente não funciona. Ele foi enfático ao dizer que o esporte precisa de trocas imediatas, pois o modelo atual não agrada a ninguém no grid.
Polêmico motor 50-50 e a aerodinâmica ativa
O foco das críticas do espanhol está na nova divisão de potência dos motores, que agora utilizam metade da força vinda da eletricidade. Para Sainz, esse equilíbrio entre combustão e energia elétrica não se traduz em boas corridas na prática. Confira os pontos que mais irritaram o piloto:
Largada arriscada: muitos carros apresentaram falhas logo no início devido à complexidade dos novos sistemas.
Gestão de energia: o uso estratégico da energia armazenada para ataque e defesa tem gerado confusão entre os pilotos durante as manobras.
Falta de consenso: Sainz garante que o descontentamento é geral entre as equipes e que o DNA da categoria está sendo descaracterizado.
FIA prepara "cartas na manga" para a China
O barulho feito pelos pilotos já chegou aos ouvidos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O diretor de monopostos da entidade, Nikolas Tombazis, admitiu que a situação será revisada com cuidado. A promessa é de que, após o GP da China, mudanças na gestão de energia possam ser aplicadas para acalmar os ânimos. Tombazis afirmou que a organização tem planos guardados, mas que precisa de mais dados da segunda corrida da temporada para bater o martelo.
Enquanto os bastidores fervem, a ação na pista continua neste final de semana. Os treinos livres para a etapa chinesa começam já na madrugada de sexta-feira (13), com a classificação da corrida sprint marcada para as 4h15. O torcedor poderá acompanhar tudo pelo sportv3, e quem perder a prova de domingo poderá ver o compacto na TV Globo logo após a cerimônia do Oscar. O mundo do automobilismo agora observa se a FIA terá coragem de intervir antes que as críticas de Sainz se transformem em incidentes reais na pista.

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