Copa do Mundo

Endrick projeta oitavas contra a Noruega na Copa do Mundo: "É matar ou matar"

Brasil enfrenta a seleção europeia neste domingo, em Nova Jersey, em confronto eliminatório

Em coletiva, Endrick detalha aprendizado com Neymar e projeta mata-mata contra a Noruega - Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Em coletiva, Endrick detalha aprendizado com Neymar e projeta mata-mata contra a Noruega - Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Gabriella Souza Publicado em 03/07/2026, às 13h41


O atacante Endrick foi o atleta escolhido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para conceder entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, na base de treinamentos da Seleção Brasileira nos Estados Unidos. A três dias do confronto decisivo diante da Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, o jogador analisou a sua minutagem no torneio, defendeu as escolhas táticas da comissão técnica e detalhou a convivência com as lideranças do elenco nos bastidores.

Apesar dos pedidos recorrentes de parte da torcida por sua presença na equipe titular, Endrick adota uma postura de apoio irrestrito às decisões do técnico italiano Carlo Ancelotti. Na atual edição do Mundial, o atacante iniciou todas as partidas no banco de reservas: não foi acionado na estreia contra Marrocos, atuou por 26 minutos diante do Haiti, entrou nos instantes finais contra a Escócia e jogou todo o segundo tempo no triunfo sobre o Japão, em Houston.

Tabu histórico contra a Noruega e cenário de mata-mata

O atacante também projetou o nível de dificuldade para o duelo eliminatório contra os escandinavos. Historicamente, a seleção principal masculina do Brasil jamais venceu a Noruega em confrontos oficiais. Endrick alertou para a necessidade de manter o equilíbrio emocional, citando os sustos defensivos enfrentados no último compromisso contra o Japão como lição para a fase de eliminação direta.

  • "É um grande jogo, grandes jogadores, não tenho dúvida de que vai ser um jogo maravilhoso, com os dois times querendo buscar a vitória a todo momento. E espero que a gente possa fazer um maravilhoso jogo. A gente sabe que agora não tem margem para erro. No último, a gente saiu perdendo e custou chegar ao segundo gol. E mesmo se acontecer de sair atrás, é manter a calma, a tranquilidade e buscar sempre a vitória porque agora é mata-mata. É matar ou matar", concluiu.

A Seleção Brasileira enfrenta a Noruega neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), no gramado do Estádio de Nova York e Nova Jersey, valendo uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

Respeito às decisões de Carlo Ancelotti

Questionado sobre a falta de oportunidades contínuas na formação principal, o jovem minimizou o cenário individual e preferiu enaltecer o pragmatismo do treinador em prol dos resultados coletivos da equipe.

  • "Ele não vai fazer o melhor para mim, para o Endrick. E nem para o Matheus Cunha. Vai fazer o melhor para a equipe. Ele não tem medo, faz o que ele pensa, e as coisas acontecem. Parece que Deus olha para ele, e ele é iluminado. Porque tudo que o Carlo faz as coisas acontecem. Quando o Mister falar para eu fazer alguma coisa, não vou olhar para trás, só vou fazer o que ele me pedir", declarou o centroavante.

Bastidores com Neymar e absorção de experiência

Outro tópico abordado pelos jornalistas foi a proximidade de Endrick com o atacante Neymar Jr. no banco de reservas. O atleta explicou que busca utilizar o período de convivência diária para extrair aprendizados táticos e comportamentais dos atletas mais experientes do grupo, traçando um paralelo com a postura que mantinha no início da carreira profissional.

  • "Tenho uma relação muito boa com o Ney. A gente pode ficar brincando depois dos treinos e jogando cartas. Numa folga pude estar com ele, ele pôde falar comigo. É muito importante conversar com essas pessoas que são os capitães da Seleção. Não só o Ney, mas Marquinhos, Casão [Casemiro], Alisson. Estar com esses jogadores por perto e pegar experiência com eles é uma coisa maravilhosa. É algo que sempre fiz com o Gustavo Gómez no Palmeiras. Sempre perguntava a ele o que eu poderia fazer. Se cercar de pessoas inteligentes e que entendem de futebol é sempre bom. A gente senta lado a lado quando está no banco e vou tentar extrair o máximo do Ney para a minha carreira", relatou.