Aos 19 anos, o atual número 29 do mundo será beneficiado pela ausência de Alcaraz e derrotas de concorrentes no Masters 1000 de Roma

Gabriella Souza Publicado em 13/05/2026, às 11h00
O tênis brasileiro tem motivos para celebrar antes mesmo do início do segundo Grand Slam da temporada. João Fonseca, de apenas 19 anos, garantiu matematicamente sua posição como cabeça de chave para a edição de 2026 de Roland Garros, em Paris. O feito foi consolidado nesta segunda-feira (11), após uma combinação de resultados favoráveis no Masters 1000 de Roma, que eliminou as chances de diversos perseguidores diretos ultrapassarem o brasileiro no ranking da ATP.
Cenário favorável em Roma
Atual 29º colocado do ranking mundial, Fonseca foi "beneficiado" pelos tropeços de Mariano Navone e Brandon Nakashima. Navone caiu diante de Hamad Medjedovic, enquanto Nakashima foi superado por Nikoloz Basilashvili. Como ambos eram ameaças reais à sua posição, a saída precoce da dupla no saibro italiano pavimentou o caminho para o brasileiro.
Além das quedas dos rivais, a ausência confirmada do espanhol Carlos Alcaraz, atual campeão do torneio e top 2 do mundo, abriu uma vaga extra na lista de favoritos. Com isso, mesmo que Fonseca perca algumas posições até o fechamento da lista oficial, ele figurará, no pior dos cenários, como o 32º cabeça de chave. O benefício prático dessa posição é evitar confrontos contra os principais tenistas do mundo (como o top 8) logo nas duas primeiras rodadas da competição.
Concorrentes e projeções de ranking
Apesar da garantia, alguns nomes ainda podem oscilar acima de João Fonseca na tabela. O espanhol Rafael Jódar (34º) ultrapassa o brasileiro caso chegue às quartas de final em Roma. Outros competidores, como Dino Prizmic, Thiago Tirante e Hamad Medjedovic, possuem missões mais complexas: o primeiro precisaria do título, enquanto os demais teriam que chegar, no mínimo, à final do Masters italiano.
Na França, o holandês Tallon Griekspoor (31º) também está no radar, mas só supera a pontuação de Fonseca se conquistar o título do Challenger de Bordeaux. De qualquer forma, a matemática assegura que não há mais jogadores suficientes com chances reais de empurrar o brasileiro para fora do grupo dos 32 cabeças de chave.
Segunda vez na elite dos Slams
Esta será a segunda oportunidade na carreira em que o jovem brasileiro desfruta desse privilégio em um torneio de nível Grand Slam. Em janeiro de 2026, Fonseca já havia sido o 28º cabeça de chave no Australian Open, consolidando sua ascensão meteórica no circuito profissional.
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