Polícia Civil encontrou medicamentos, anestésicos e materiais de uso hospitalar em estabelecimento irregular no bairro Embaré. Suspeita foi autuada por exercício ilegal da medicina.

Redação Publicado em 27/06/2026, às 14h41
Uma mulher de 51 anos foi presa em Santos por realizar procedimentos estéticos invasivos de forma irregular em uma clínica clandestina, utilizando redes sociais para atrair pacientes e se apresentando como especialista.
Apesar de ter formação em estética, ela realizava procedimentos que exigem habilitação médica, como técnicas de endolaser e aplicação de anestésicos, colocando em risco a saúde dos pacientes.
A polícia apreendeu materiais médicos e medicamentos restritos durante a operação, e a suspeita pode responder por crimes relacionados ao exercício ilegal da medicina e falsificação de produtos medicinais, permanecendo à disposição da Justiça.
Uma mulher de 51 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil acusada de realizar procedimentos estéticos invasivos de forma irregular em uma clínica clandestina localizada no bairro Embaré, em Santos, no litoral paulista.
A suspeita, identificada como Simone Santana de Moura, foi detida durante uma operação realizada por equipes da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic). Segundo as investigações, ela utilizava as redes sociais para se apresentar como especialista e atrair pacientes interessados em procedimentos estéticos considerados de alto risco.
De acordo com a Polícia Civil, embora possua formação na área de estética, Simone estaria realizando procedimentos que extrapolam os limites legais da profissão, incluindo técnicas de endolaser com introdução de instrumentos no tecido subcutâneo e aplicação de anestésicos, práticas permitidas apenas a médicos habilitados e sob rigoroso controle sanitário.
Durante o cumprimento dos mandados de busca na clínica e na residência da investigada, os policiais apreenderam grande quantidade de materiais de uso médico-hospitalar, como seringas, tubos para coleta de sangue, luvas, aventais, compressas e produtos de assepsia.
Também foram encontrados medicamentos e substâncias de uso restrito, entre elas ampolas de cloreto de sódio, antissépticos e cloridrato de lidocaína, anestésico utilizado em procedimentos invasivos e cuja aplicação exige habilitação profissional específica.
Segundo a corporação, a suspeita induzia pacientes ao erro ao divulgar os procedimentos como simples e seguros, omitindo os riscos envolvidos. O caso acendeu novamente o alerta sobre os perigos da realização de procedimentos estéticos em locais sem autorização e executados por profissionais sem qualificação adequada.
Simone permaneceu à disposição da Justiça e poderá responder pelos crimes de exercício ilegal da medicina, falsificação de produtos medicinais e outras infrações que ainda serão apuradas durante as investigações.
As defesas da investigada e do estabelecimento não foram localizadas até a última atualização desta reportagem.
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