Presidente do Brasil busca fortalecer laços diplomáticos enquanto a Fifa teme tensões entre EUA e Europa que podem afetar o futebol

Gabriella Souza Publicado em 27/01/2026, às 11h04
Nesta segunda-feira (26), Lula teve um encontro no Palácio do Planalto. Estiveram por lá o chefe da Fifa, Gianni Infantino, o treinador da Seleção, Carlo Ancelotti, e Samir Xaud, que preside a CBF. O assunto principal da conversa foi a organização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que vai acontecer no Brasil.
Além disso, a CBF aproveitou para dizer que tem vontade de trazer o Mundial de Clubes de 2029 para cá, embora essa conversa ainda esteja no começo. No mesmo dia, Lula contou que conversou por telefone com Trump e que já planeja uma viagem para Washington em breve.
Essa movimentação diplomática acontece em um momento delicado. Nos bastidores do futebol, comenta-se que o Brasil tem "força para colocar panos quentes" em brigas internacionais. Como o país tem uma das confederações mais respeitadas do mundo e muita história no esporte, a Fifa acredita que Lula pode ajudar a mediar o clima pesado entre o governo americano e os países da Europa.
O clima tenso fora dos campos
A preocupação da Fifa não é à toa. Recentemente, a relação entre Estados Unidos e Europa azedou por causa de ameaças de taxas comerciais e até por uma ideia de Trump de "comprar" a Groenlândia da Dinamarca. No meio esportivo, o clima esquentou ainda mais quando um representante da Federação Alemã de futebol sugeriu que talvez fosse hora de pensar em boicotar a Copa de 2026. Para a Fifa, a ideia de as seleções europeias ficarem de fora é um pesadelo completo.
Além das brigas com os europeus, Trump tem batido de frente com os próprios vizinhos e parceiros de sede da Copa. Suas decisões sobre imigração e taxas que atingem o México e o Canadá estão sendo vigiadas de perto pela entidade máxima do futebol. Como a maioria das partidas, inclusive o jogo de abertura e a grande final, será nos Estados Unidos, a Fifa quer evitar ao máximo que qualquer polêmica política estrague a festa ou afaste os torcedores. Por enquanto, a entidade prefere não dar declarações oficiais, mas aposta as fichas no papel de conciliador que o Brasil pode desempenhar nesse cenário.
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