Esporte

Ouro inédito e recordes marcam campanha épica do Brasil nas Olimpíadas de Inverno de 2026

Além do ouro, o Brasil teve resultados expressivos em várias modalidades, consolidando-se como potência emergente no esqui

A delegação brasileira alcançou a 19ª posição geral, um marco significativo para o país nos esportes de inverno - Foto: Alexis Boichard/Agence Zoom/Getty Images
A delegação brasileira alcançou a 19ª posição geral, um marco significativo para o país nos esportes de inverno - Foto: Alexis Boichard/Agence Zoom/Getty Images

Gabriella Souza Publicado em 23/02/2026, às 10h12


O Brasil encerrou sua participação nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 com um feito que parecia impossível há poucas décadas: a conquista de sua primeira medalha olímpica de inverno, e logo de ouro. O protagonista desta façanha foi Lucas Pinheiro Braathen, que brilhou no slalom gigante do esqui alpino, garantindo o lugar mais alto do pódio e colocando o país pela primeira vez no quadro oficial de medalhas do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Com essa conquista histórica, o Brasil finalizou os Jogos na 19ª posição geral, um salto gigantesco para uma nação tropical. O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco La Porta, celebrou o resultado como o ápice de um ciclo de crescimento.

Além do ouro de Lucas, a delegação brasileira bateu seu recorde de participação com 14 atletas e alcançou marcas expressivas em diversas modalidades, consolidando o país como uma potência emergente nos esportes de frio.

Recordes para a Delegação Brasileira

Além do ouro de Braathen, o Brasil acumulou resultados que demonstram uma evolução coletiva sem precedentes. Nicole Silveira brilhou no skeleton ao conquistar o 11º lugar, a melhor marca da modalidade para o país. No snowboard halfpipe, Pat Burgener (14º) e Augustinho Teixeira (19º) garantiram presença no Top 20 mundial, enquanto o experiente Edson Bindilatti liderou o trenó de bobsled para a 19ª colocação, coroando sua despedida das pistas olímpicas com um recorde histórico para o bobsled brasileiro.

No esqui cross-country e no slalom de esqui alpino, os atletas brasileiros também estabeleceram novos patamares de excelência, com destaques para Bruna Moura, Duda Ribera e Giovanni Ongaro. Cada descida e cada salto em Milão-Cortina serviram para provar que o projeto de esportes de inverno do Brasil amadureceu. Agora, o uniforme utilizado na cerimônia de abertura será doado ao Museu Olímpico, simbolizando uma edição que não foi apenas sobre participação, mas sobre vitória e reconhecimento global.

Domínio da Noruega e os top 5 mundiais

Enquanto o Brasil celebrava sua entrada no seleto grupo de medalhistas, a Noruega reafirmou sua hegemonia absoluta nos esportes de inverno. Pela quarta vez consecutiva, os noruegueses lideraram o quadro de medalhas, somando impressionantes 18 ouros e um total de 41 medalhas. Os Estados Unidos garantiram a segunda colocação com 12 ouros, seguidos de perto por Holanda e Itália, que protagonizaram uma disputa acirrada pelo terceiro lugar, definida apenas nos critérios de desempate por medalhas de prata.

A edição de Milão-Cortina 2026 manteve o alto nível competitivo global, com 29 países conquistando ao menos uma medalha. O evento foi marcado pela excelente infraestrutura italiana e por um equilíbrio técnico que permitiu a nações sem tradição na neve, como o Brasil, alcançarem resultados de elite, desafiando o favoritismo das potências tradicionais europeias e norte-americanas.

Confira todas as classificações do Brasil:

Medalha de ouro- slalom gigante - esqui alpino: Lucas Pinheiro Braathen - melhor resultado entre todas as modalidades

11º - skeleton feminino: Nicole Silveira - melhor resultado na modalidade

14º - snowboard halfpipe: Pat Burgner - melhor resultado na modalidade

19º - 4-man bobsled: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Luis Bacca e Rafael Souza - melhor resultado na modalidade

19º - snowboard halfpipe: Augustinho Teixeira

21º - sprint feminino por equipes: esqui cross-country: Bruna Moura e Duda Ribera - melhor resultado na modalidade

24º - 2-man bobsled: Edson Bindillati e Luis Bacca - melhor resultado na modalidade (no 2-man)

27º - slalom - esqui alpino: Giovanni Ongaro - melhor resultado na modalidade (no slalom)

31º - slalom gigante - esqui alpino: Giovanni Ongaro

48º - sprint clássico: esqui cross-country: Manex Silva - melhor resultado na modalidade

72ª - sprint clássico: esqui cross-country: Eduarda Ribera - melhor resultado na modalidade (em pontos FIS)

74ª - sprint clássico: esqui cross-country: Bruna Moura

99º - 10km livre: esqui cross-country: Bruna Moura

97º - 10km livre: esqui cross-country: Manex Silva