Projeto criado por estudantes da ETEC Aristóteles Ferreira utiliza inteligência artificial para indicar rotas seguras e abrigos, e foi reconhecido em competição nas Américas

Redação Publicado em 27/04/2026, às 16h30
Estudantes da ETEC Aristóteles Ferreira desenvolveram um aplicativo chamado 'Para Onde Vou?' para ajudar moradores da Baixada Santista a enfrentar enchentes, utilizando inteligência artificial para indicar rotas seguras e locais de abrigo.
O aplicativo permite o cadastro de informações pessoais dos usuários, como idade e saúde, e oferece acesso a serviços de emergência e um mapa interativo que classifica áreas por nível de risco durante alagamentos.
O projeto foi premiado com o segundo lugar em uma competição internacional da Otis, recebendo US$ 15 mil para incentivar projetos educacionais, destacando a importância da tecnologia na resolução de problemas sociais reais.
Uma iniciativa desenvolvida por estudantes da ETEC Aristóteles Ferreira, no litoral paulista, ganhou destaque internacional ao propor uma solução tecnológica para um problema recorrente na região: os impactos das enchentes. O grupo criou o conceito de um aplicativo que utiliza inteligência artificial para orientar moradores durante situações de alagamento, indicando rotas seguras e locais de abrigo.
Batizada de “Para Onde Vou?”, a ferramenta foi pensada a partir da realidade vivida na Baixada Santista, onde episódios de chuvas intensas frequentemente comprometem a mobilidade urbana. O sistema prevê um cadastro inicial com informações do usuário, como idade e condições de saúde, permitindo oferecer orientações mais adequadas em situações de emergência.
Entre as funcionalidades propostas estão o acesso direto a serviços de emergência, como o Corpo de Bombeiros, além de um mapa interativo com classificação de áreas por nível de risco — desde regiões seguras até locais considerados perigosos. A ideia é auxiliar a população na tomada de decisões rápidas e seguras durante eventos críticos.
O projeto foi apresentado em uma competição internacional promovida pela Otis, dentro do programa educacional “Made to Move Communities”, que incentiva estudantes a desenvolver soluções para desafios reais por meio de conhecimentos em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).
Após meses de desenvolvimento, os alunos representaram o Brasil ao lado de equipes de outros países das Américas, incluindo Estados Unidos, Canadá e Colômbia. O grupo conquistou o segundo lugar na disputa e recebeu um prêmio de US$ 15 mil, equivalente a cerca de R$ 75 mil, destinado ao incentivo de projetos educacionais.
Para os envolvidos, a experiência vai além da premiação. O desenvolvimento da proposta permitiu aplicar, na prática, conhecimentos adquiridos em sala de aula e reforçou o potencial da tecnologia como ferramenta de impacto social.
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