Parlamentar Eduarda Campopiano registrou boletim de ocorrência após declarações feitas por outra participante durante debate transmitido pela internet; caso é investigado pela Polícia Civil

Redação Publicado em 28/05/2026, às 12h57
A vereadora de Praia Grande, Eduarda Campopiano, denunciou ter sido vítima de importunação sexual durante a gravação de um podcast, o que gerou uma investigação pela Polícia Civil após o registro do caso na Delegacia de Defesa da Mulher.
O incidente ocorreu em 7 de maio, quando a participante Savani Shakti fez comentários sexualmente sugestivos à vereadora, que se sentiu desrespeitada e decidiu interromper a gravação, considerando as falas como violência de cunho sexual.
O podcast RedCast, responsável pela gravação, ofereceu alternativas à vereadora após o episódio, e o conteúdo foi entregue às autoridades para investigação, enquanto a repercussão nas redes sociais gerou um debate sobre violência verbal e limites nas interações online.
A vereadora de Praia Grande Eduarda Campopiano denunciou ter sido vítima de importunação sexual durante a gravação de um podcast exibido em plataformas digitais. O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município e é investigado pela Polícia Civil.
O episódio ocorreu durante uma gravação realizada em 7 de maio e publicada na internet no último sábado (23). O programa promovia um debate entre mulheres com posicionamentos religiosos e ideológicos distintos. Durante a discussão, uma das convidadas, identificada como Savani Shakti, passou a fazer comentários de conotação sexual direcionados à parlamentar.
As falas ocorreram enquanto as participantes discutiam temas ligados à religião, feminismo e comportamento. Em determinado momento da transmissão, Savani afirmou que “chuparia” a vereadora e passou a utilizar outras expressões de teor sexual, direcionadas diretamente à parlamentar.
As imagens divulgadas mostram o instante em que Eduarda interrompe a participação, levanta da cadeira e demonstra indignação com o conteúdo das declarações. A vereadora também questionou a permanência da gravação e afirmou que considerava a situação desrespeitosa.
Segundo o boletim de ocorrência, o caso foi registrado como importunação sexual na segunda-feira (25). A parlamentar afirmou que decidiu procurar a polícia após considerar que os comentários ultrapassaram os limites do debate e configuraram violência de cunho sexual.
Em nota, Eduarda declarou que divergências políticas, religiosas e ideológicas fazem parte do ambiente democrático, mas destacou que as declarações recebidas durante o podcast tiveram caráter invasivo e ofensivo.
A vereadora afirmou ainda que deixou o estúdio após o episódio, mas retornou posteriormente para concluir a gravação em respeito aos organizadores e demais participantes do programa.
O podcast RedCast, responsável pela produção do conteúdo, informou que o debate tinha foco em temas sociais e religiosos e afirmou que ofereceu alternativas à vereadora após o episódio, incluindo a interrupção da gravação e o acionamento da polícia ainda no local.
Segundo os responsáveis pelo programa, a parlamentar optou por concluir a participação e registrar a ocorrência posteriormente. O podcast também informou que o conteúdo integral da gravação foi entregue às autoridades policiais para auxiliar nas investigações.
A outra participante do debate, Lady Lucky, publicou nota nas redes sociais afirmando que não concorda com as falas feitas por Savani Shakti e classificou as declarações como inadequadas.
A reportagem não localizou a defesa de Savani Shakti até a última atualização desta matéria.
O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais após a vereadora publicar um vídeo comentando o episódio. A gravação ultrapassou milhões de visualizações e gerou debates sobre violência verbal, importunação sexual e os limites das interações em transmissões online.
Ao comentar o caso, a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB Santos, Larissa Paz, destacou que a legislação brasileira prevê punição para o ato independentemente do gênero de quem pratica a conduta.
Segundo ela, o crime de importunação sexual pode ter pena de até cinco anos de reclusão. A especialista acrescentou que o episódio também poderá ser analisado sob eventual enquadramento de injúria qualificada, dependendo do andamento da investigação.
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