Ave anilhada ainda filhote no litoral de São Paulo é localizada quase dois anos depois em Santa Catarina, contribuindo para o avanço de pesquisas sobre deslocamento e conservação da espécie

Redação Publicado em 23/04/2026, às 18h56
Uma ave da espécie Himantopus palliatus foi reencontrada após quase dois anos, a 200 quilômetros de distância de seu local de origem, destacando o deslocamento da espécie ao longo da costa brasileira.
O monitoramento foi possível graças ao uso de anilhas, que permitem acompanhar o comportamento e a movimentação das aves, e a pesquisa é parte de um projeto acadêmico da Universidade Estadual Paulista.
A colaboração entre cientistas e observadores independentes tem sido crucial para reunir dados sobre as aves, enquanto a espécie enfrenta ameaças como a degradação de habitats naturais e a pressão de atividades humanas.
Uma ave da espécie Himantopus palliatus, monitorada ainda jovem no litoral de São Paulo, foi reencontrada quase dois anos depois a cerca de 200 quilômetros de distância, no Sul do país. O animal havia sido identificado por pesquisadores em Ilha Comprida e voltou a ser avistado em São Francisco do Sul, evidenciando o deslocamento da espécie ao longo da costa brasileira.
A identificação só foi possível graças ao uso de anilhas — pequenos anéis colocados nas patas das aves — que permitem o acompanhamento dos indivíduos ao longo do tempo. O exemplar recebeu os marcadores em 2024, ainda na fase inicial de vida, como parte de um estudo científico voltado à compreensão do comportamento e da movimentação da espécie.
O reencontro ocorreu após a observação de um especialista em aves, que reconheceu os sinais de identificação e comunicou os pesquisadores responsáveis pelo monitoramento. A colaboração entre cientistas e observadores independentes tem sido fundamental para ampliar o alcance dos estudos e reunir dados sobre rotas e hábitos das aves costeiras.
A pesquisa integra um projeto acadêmico desenvolvido na Universidade Estadual Paulista, com foco na análise da espécie no litoral paulista. Entre os objetivos estão o acompanhamento do crescimento dos filhotes, a identificação de padrões migratórios e a avaliação de fatores ambientais que impactam a sobrevivência dos animais.
Considerada em risco no Estado de São Paulo, a espécie enfrenta ameaças relacionadas principalmente à degradação de habitats naturais. Áreas de reprodução, como dunas e vegetação costeira, têm sido reduzidas ao longo dos anos, além da pressão causada por atividades humanas, como circulação de veículos na areia e presença de animais domésticos.
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