Homem de 46 anos ficou encurralado por 30 minutos no Emissário Submarino ao tentar recuperar documentos

Redação Publicado em 12/06/2026, às 09h25
Uma tentativa de recuperar pertences pessoais quase terminou em tragédia na plataforma do Novo Quebra-Mar, em Santos. Um cidadão boliviano de 46 anos precisou ser resgatado em uma operação complexa do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) após ficar preso nas rochas do Emissário Submarino, localizado no bairro José Menino. O acidente aconteceu na tarde da última terça-feira (9).
De acordo com o relatório da corporação, a vítima relatou que desceu à costeira para tentar reaver alguns documentos pessoais que haviam escorregado e caído nas frestas das pedras. Ao acessar a fenda de difícil mobilidade, o homem acabou escorregando e ficou com a região do quadril e das pernas travada entre os blocos de rocha. Sem conseguir se movimentar ou retornar à superfície por conta própria, ele permaneceu encurralado por cerca de 30 minutos clamando por ajuda, até que frequentadores do parque escutaram os gritos e acionaram o serviço de emergência.
Técnica com prancha substituiu remoção de rochas
Uma equipe de salvamento do GBMar foi deslocada imediatamente para o local e iniciou uma estratégia que demandou precisão mecânica. Devido ao peso das estruturas e ao risco de esmagamento ou fraturas graves, os bombeiros descartaram a remoção forçada das pedras que prendiam a vítima.
A guarnição optou por uma solução tática: introduziu uma prancha rígida de salvamento por baixo do corpo do homem para utilizá-la como uma alavanca e ponto estável de apoio. Com o equipamento posicionado, os bombeiros conseguiram elevar gradualmente o quadril do boliviano e realinhar seu eixo corporal, criando o espaço necessário para puxá-lo para fora da fresta em segurança.
Atendimento médico no local e alta
Assim que foi içado de volta à plataforma, o homem foi colocado sob protocolos de atendimento pré-hospitalar. Os guarda-vidas administraram oxigenioterapia preventiva para estabilizar sua condição respiratória e realizaram uma varredura clínica completa. Como ele apresentava apenas escoriações superficiais na pele e não demonstrava sinais de traumas internos ou fraturas, o boliviano foi liberado pelas equipes médicas no próprio local do acidente, sem a necessidade de transferência para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
O GBMar aproveitou o episódio para emitir um alerta contundente a moradores e turistas que frequentam a orla da Baixada Santista. A corporação reforça que as formações rochosas e os quebra-mares são áreas de alto risco, sujeitas à ação de limos escorregadios e marés dinâmicas. O órgão orienta que, em caso de queda de objetos ou documentos nesses locais, as pessoas jamais tentem fazer o resgate por conta própria e acionem imediatamente os guarda-vidas para evitar aprisionamentos e quedas fatais.
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