Município contabilizou 700 ocorrências de janeiro a maio contra as mais de 2,5 mil registradas em 2025

Redação Publicado em 05/06/2026, às 09h43
Os esforços integrados de combate às arboviroses em Guarujá alcançaram uma marca histórica na saúde pública. De acordo com o balanço oficial divulgado pela Secretaria de Saúde (Sesau), o município registrou uma queda de 72,97% nos diagnósticos de dengue nos cinco primeiros meses de 2026, no comparativo com o mesmo intervalo do ano anterior. Entre janeiro e maio deste ano, foram contabilizadas 700 ocorrências na cidade, contra as 2.590 notificações registradas no mesmo período de 2025.
O recuo expressivo consolida uma tendência de desaceleração da doença na Baixada Santista após períodos críticos. Para efeito de comparação histórica, o quadrimestre estendido de 2024 acumulou um pico preocupante de 8.003 casos, enquanto o mesmo período de 2023 havia computado 940 registros. As autoridades sanitárias atribuem a conquista ao cronograma diário de vistorias, monitoramento de vetores e bloqueios mecânicos coordenados pela equipe de Combate e Controle às Endemias da cidade.
Menor índice de infestação dos últimos anos
A redução drástica nas infecções acompanha diretamente a retração nos indicadores de presença do mosquito transmissor. Em janeiro de 2026, o levantamento técnico de amostragem acusou um Índice de Infestação Predial de 3,1%, o patamar mais baixo aferido no município em toda a série histórica recente. O cálculo contabiliza o total de imóveis habitados com presença ativa de larvas a cada 100 residências efetivamente visitadas. O dado atual demonstra um avanço progressivo quando confrontado com os anos anteriores, cujos índices foram de 8,5% em 2021, 9,7% em 2022, 6,5% em 2023, 4,7% em 2024 e 4,1% em 2025.
Para asfixiar a proliferação do Aedes aegypti, a Sesau adota um cinturão de estratégias operacionais que inclui mutirões de varredura todas as segundas-feiras, priorizando os bairros com maior vulnerabilidade epidemiológica. Os agentes executam a instalação gratuita de telas protetoras em caixas d'água residenciais e mantêm fiscalizações quinzenais em pontos estratégicos com alta probabilidade de criadouros, a exemplo de depósitos de reciclagem e ferros-velhos, além de vistorias preventivas em escolas e complexos hospitalares.
Manejo biológico sustentável e conscientização
Na linha da inovação ambiental, Guarujá utiliza o manejo ecológico por meio do peixe barrigudinho (Poecilia reticulata). Os espécimes são introduzidos de forma controlada em reservatórios e fontes de água de grande porte que não podem ser esvaziados. Como a espécie se alimenta prioritariamente de larvas, a técnica atua como um larvicida natural altamente eficaz, seguro e livre de compostos químicos.
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