Eldorado Brasil, com sede em Santos, pode encerrar disputa de 7 anos com a Paper Excellence
Redação Publicado em 18/11/2024, às 21h03
A J&F Investimentos, controladora da Eldorado Brasil Celulose, deu um passo decisivo nesta segunda-feira (18) ao anunciar uma proposta para recomprar a participação de 49,41% da Paper Excellence na companhia brasileira. A medida, apresentada durante uma audiência de conciliação no STF (Supremo Tribunal Federal), busca encerrar sete anos de disputas judiciais e destravar o bilionário projeto de expansão da Eldorado.
A oferta será feita por "um valor de mercado", segundo nota oficial da J&F, garantindo à Paper um retorno significativo sobre seu investimento. O acordo, que será mediado pelo ministro Nunes Marques, relator do caso, é visto como a solução para liberar a Eldorado dos entraves impostos pela disputa acionária e retomar sua trajetória de crescimento.
A audiência no STF foi marcada após o ministro rejeitar um recurso da Paper Excellence contra a decisão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que havia impedido a transferência do controle da Eldorado para a sino-indonésia. Em sua decisão, Nunes Marques indicou "sinais de má-fé processual" por parte da Paper, reforçando a necessidade de uma solução conciliatória.
No centro da disputa está o ambicioso projeto de expansão da Eldorado em Mato Grosso do Sul. A segunda linha de produção, estimada em R$ 25 bilhões, promete adicionar 2,6 milhões de toneladas de celulose ao mercado mundial por ano e gerar cerca de 10 mil empregos. Contudo, a implementação está travada desde 2019 devido ao litígio entre as acionistas.
Enquanto a J&F busca avançar com o projeto, a Paper afirma que só permitirá o investimento caso assuma 100% do controle da Eldorado. Essa postura gerou impasses que atrasaram a execução do plano e inflaram os custos. Em entrevistas, o presidente da Paper Excellence, Claudio Cotrim, deixou claro que "não permitirá o investimento enquanto não assumir a totalidade da empresa".
A venda de ações da Eldorado para a Paper em 2017 é alvo de diversas ações judiciais e pareceres contrários. Órgãos como o MPF, AGU e Incra concluíram que o contrato é nulo, uma vez que a empresa estrangeira não obteve as autorizações necessárias para assumir terras agrícolas brasileiras. "A ausência de aprovações do Incra e do Congresso Nacional torna o contrato inválido", apontou o MPF em uma ação civil pública.
A J&F, por sua vez, declarou estar "pronta e com recursos disponíveis" para adquirir as ações da Paper, destacando que o fim do litígio permitirá a retomada dos investimentos e a criação de empregos.
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