Fatalidade

Justiça toma nova decisão sobre suspeito de matar torcedora palmeirense

A decisão veio após análise de vídeos do momento da tragédia

Corpo de Gabriela é enterrado com cortejo de bateria - Imagem: reprodução redes sociais
Corpo de Gabriela é enterrado com cortejo de bateria - Imagem: reprodução redes sociais

Karina Faleiros Publicado em 13/07/2023, às 12h26


Nesta última quarta (12), a decisão da juíza do caso determina que a investigação seja tocada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e saia da Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade).

Segundo informações do O Globo, a juíza concorda com a afirmação do MP-SP de que não é possível cravar, pelas imagens da briga ocorrida nos arredores do Allianz Parque, que Leonardo foi o responsável por arremessar uma garrafa, pois os vídeos mostram um homem diferente com garrafas de vidro na mão.

“Conforme imagens dos fatos feitas por pessoas desconhecidas, a pessoa que arremessou a garrafa contra os torcedores palmeirenses trata-se de um homem que possui barba, sendo, portanto, fisicamente diferente do autuado, além de vestir camisa clara, diversa da camisa do time do Flamengo que o autuado vestia quando foi preso Tudo indica, portanto, que a garrafa que vitimou fatalmente Gabriela foi arremessada por outra pessoa que não o autuado, o que enseja a imediata revogação de sua prisão preventiva, com o prosseguimento das investigações para que o verdadeiro autos seja identificado, bem como para que eventual participação do autuado seja apurada”, destacou a juíza.

O acusado, Leonardo Felipe Xavier, estava preso no Centro de Detenção provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste da capital.

Os advogados de Leonardo, Renan Bohus e Thiago Huber, afirmaram na tarde desta quarta-feira que seu cliente estava participando da briga, mas arremessou apenas pedras de gelo na torcida rival, e que ele não aparece em nenhuma imagem com garrafa na mão. A prisão de Leonardo foi corroborada por testemunhas, mas só foram ouvidos torcedores do Palmeiras e nenhum do Flamengo. “Houve de fato um arremesso, mas não se deve validar o depoimento das testemunhas. Inclusive a gente vai pedir que essas pessoas não sejam ouvidas como testemunhas, mas como informantes, porque são torcedores do Palmeiras e morreu uma palmeirense. Você quer a justiça então aponta a qualquer torcedor rival”, destacou Huber.

Entenda o caso

Antes do início da partida entre Palmeiras e Flamengo, a briga em que Gabriela foi ferida ocorreu por volta de 17h30, na Rua Padre Antônio Tomás, onde há a entrada para a torcida visitante e também acesso aos camarotes usados por palmeirenses. No local é montada uma estrutura metálica que separa as duas torcidas, mas um espaço havia sido aberto para passagem de uma viatura da Guarda Civil Metropolitana (GCM), conforme registrado no boletim de ocorrência.

Os portões para entrar no estádio seriam abertos somente às 19h, e a equipe da Polícia Militar estava prevista para chegar um pouco antes deste horário.

No momento em que ocorreu a briga, havia apenas agentes da GCM por ali; a briga envolveu torcedores comuns e não torcidas organizadas.

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