Notícias

Morre trabalhador atingido por guindaste após 17 dias internado em Guarujá

Ronaldo Machado Sardinha, de 48 anos, faleceu após ser atingido por estrutura de guindaste em acidente de trabalho

Após 17 dias internado, trabalhador não sobrevive a ferimentos graves - Imagem: Reprodução
Após 17 dias internado, trabalhador não sobrevive a ferimentos graves - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 30/03/2026, às 09h54


O trabalhador Ronaldo Machado Sardinha, de 48 anos, infelizmente não resistiu aos ferimentos causados por um trágico acidente de trabalho e faleceu na tarde deste sábado (28). Ele estava internado há pouco mais de duas semanas no Hospital Santo Amaro, em Guarujá, após ser atingido pela estrutura de um guindaste que caiu sobre sua cabeça enquanto ele realizava suas funções no início deste mês.

A notícia foi confirmada pela assessoria da unidade hospitalar, onde Ronaldo lutava pela vida desde o dia 11. O acidente aconteceu durante a madrugada, no bairro Parque Estuário, bem no cruzamento das avenidas Oswaldo Cruz e Presidente Vargas.

Na ocasião, a vítima estava trabalhando em cima de um caminhão quando, subitamente, a estrutura metálica do guindaste se rompeu e despencou. Mesmo utilizando o capacete de segurança no momento da pancada, o impacto foi extremamente violento e causou danos severos.

Atendimento de emergência 

Logo após o ocorrido, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado às pressas para socorrer o operário. Ronaldo deu entrada no hospital em uma situação crítica, tendo sofrido uma parada cardiorrespiratória e um grave traumatismo craniano por conta da batida. Devido à urgência do caso, ele passou por uma cirurgia complexa ainda no primeiro dia de internação e foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sob cuidados constantes.

Apesar de todo o esforço da equipe médica ao longo dos 17 dias de internação, o quadro de saúde do trabalhador não apresentou a melhora esperada. A gravidade das lesões na cabeça acabou sendo fatal, resultando no óbito registrado neste final de semana. A morte de Ronaldo gera uma onda de tristeza entre colegas de profissão e familiares, que acompanharam de perto sua batalha pela recuperação desde o fatídico dia do rompimento da estrutura.

Investigação 

Agora, o caso deve passar por uma análise técnica para entender o que causou a falha mecânica no equipamento que ficava sobre o veículo. Acidentes desse tipo acendem um alerta sobre a manutenção de máquinas pesadas e a segurança de quem atua no setor logístico e de transportes em Guarujá. A empresa responsável pelo guindaste ainda não se manifestou oficialmente sobre o desfecho do caso ou sobre as condições do material utilizado no dia do acidente.

O corpo de Ronaldo deve ser liberado para o velório e sepultamento nas próximas horas. Enquanto isso, a comunidade local e sindicatos da categoria reforçam a necessidade de fiscalizações mais rigorosas em canteiros de obras e áreas de carga e descarga, buscando evitar que novas falhas estruturais custem a vida de outros profissionais que saem de casa diariamente para trabalhar.