Durante a abordagem, foram encontrados produtos eletrônicos e cosméticos importados sem documentação fiscal adequada

Redação Publicado em 11/06/2026, às 15h24
Uma denúncia anônima de passageiros de um ônibus interestadual mobilizou as forças de segurança de Santos na manhã desta quarta-feira (10). A ação terminou com a interceptação de uma mulher carregando mercadorias importadas de forma irregular e sem o devido recolhimento fiscal no terminal rodoviário do município.
De acordo com o relatório detalhado fornecido pela Prefeitura, o caso teve início por volta das 10h30. Uma equipe das Rondas Ostensivas Municipais (Romu) Oswaldo Justo, que realizava patrulhamento preventivo pelas imediações, foi abordada em via pública por uma moradora. A munícipe relatou que seu marido estava viajando no referido coletivo com destino à Baixada Santista e havia presenciado o comportamento suspeito de uma das passageiras.
O relato da testemunha apontava que a mulher exibia extremo nervosismo e tentava ocultar volumes volumosos junto ao próprio corpo, retirando-os de uma sacola plástica preta que estava fixada às suas pernas com várias camadas de fita adesiva. Diante do método de camuflagem incomum, as pessoas que viajavam ao redor suspeitaram de imediato que se tratava de um transporte clandestino de entorpecentes.
Abordagem na rodoviária e apreensão de eletrônicos
De posse das características físicas da suspeita e do prefixo do veículo, a guarnição da Romu montou um cerco estratégico na plataforma de desembarque da Rodoviária de Santos. Assim que o ônibus estacionou, os guardas civis municipais efetuaram a abordagem e iniciaram a vistoria.
A suspeita de tráfico de drogas foi descartada no local, uma vez que nenhuma substância entorpecente foi localizada com a passageira. Contudo, ao revistar os pertences e as bagagens de mão, os agentes descobriram um lote de produtos eletrônicos e cosméticos estrangeiros sem nenhuma nota ou documentação fiscal de importação. Ao todo, a Romu confiscou:
Contradição nos depoimentos e encaminhamento à PF
Ao ser interrogada pelos guardas sobre a procedência legal dos eletrônicos, a mulher entrou em severa contradição. Em uma primeira versão, ela alegou que havia comprado o lote no comércio da Capital paulista. Pouco depois, voltou atrás e confessou que havia cruzado a fronteira e vinha de uma viagem ao Paraguai, admitindo de forma clara que os produtos seriam utilizados para revenda informal no litoral.
A ocorrência, classificada inicialmente como crime de descaminho, foi encaminhada à sede da Delegacia de Polícia Federal (PF) de Santos, órgão competente para apurar crimes de evasão fiscal e contrabando.
No plantão da PF, após a realização da contabilidade e avaliação dos eletrônicos, a autoridade policial constatou que o valor estimado dos tributos devidos e sonegados sobre as mercadorias não superava o teto monetário exigido em lei para decretar a prisão em flagrante da infratora. Em razão disso, os perfumes e aparelhos celulares foram retidos administrativamente e encaminhados ao depósito da Receita Federal. A mulher foi qualificada no inquérito civil e liberada.
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