Investigações revelam envolvimento de funcionários do setor de TI do Banco do Brasil e terceirizados no esquema

Maria Clara Campanini Publicado em 29/10/2024, às 15h05
Em uma operação de combate a fraudes financeiras, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), realizou nesta terça-feira (29) uma ação coordenada para desmantelar um esquema criminoso voltado à invasão de sistemas bancários. A operação, que se estende pela capital fluminense, Baixada Fluminense e o estado do Mato Grosso, tem como alvo uma organização criminosa altamente especializada em ciberataques contra o Banco do Brasil.
De acordo com informações fornecidas pela polícia, as investigações apontam que o grupo teria causado prejuízos superiores a R$ 40 milhões. As autoridades obtiveram seis mandados de busca e apreensão na tentativa de capturar os envolvidos no esquema. Entre os suspeitos, destaca-se a participação de um gerente da instituição financeira situado no Mato Grosso, além de funcionários do setor de tecnologia da informação e terceirizados ligados ao banco.
Conforme detalhado pelos investigadores, esses colaboradores internos desempenhavam um papel crucial no acesso indevido aos sistemas do banco. Por meio da inserção de scripts maliciosos, eles possibilitavam que os criminosos acessassem remotamente os computadores da instituição, comprometendo informações confidenciais. Essa violação permitia a execução de transações fraudulentas em nome dos clientes, além de alterações em cadastros e dados biométricos. o texto conta com informações da Agência Brasil.
Banco do Brasil reage às investigações
O Banco do Brasil, por sua vez, declarou que as investigações tiveram início a partir de uma auditoria interna que identificou anomalias nos sistemas. Essas descobertas foram prontamente comunicadas às autoridades policiais competentes.
Em comunicado oficial, a instituição afirmou seu compromisso com a colaboração nas investigações. "O BB coopera com as autoridades através do fornecimento de informações relevantes e mantém processos rigorosos para apuração de denúncias sobre má conduta de funcionários", destacou a nota. O banco ainda ressaltou que seu regulamento interno prevê medidas administrativas que podem culminar em advertências ou até mesmo demissões.
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