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Polícia Federal aperta o cerco contra grupo de lavagem de dinheiro ligado a empresário de Santos

Operação Narco Azimut investiga como um grupo criminoso utilizava empresas de fachada e criptomoedas para ocultar dinheiro sujo

Cerca de 50 policiais federais realizam buscas e prisões em São Paulo e Santa Catarina - Imagem: Divulgação / PF
Cerca de 50 policiais federais realizam buscas e prisões em São Paulo e Santa Catarina - Imagem: Divulgação / PF

Redação Publicado em 26/03/2026, às 11h27


Cerca de 50 policiais federais saíram às ruas nesta quinta-feira (26) para cumprir 26 ordens de busca, apreensão e também prisões temporárias. O foco da ação, batizada de Operação Narco Azimut, são endereços espalhados por São Paulo, Ilhabela, Taboão da Serra e até Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A Justiça Federal de Santos deu o sinal verde para as medidas, que tentam desvendar como um grupo criminoso escondia dinheiro sujo usando empresas de fachada e moedas digitais.

Essa nova fase da investigação é, na verdade, um desdobramento de uma história que começou no ano passado. Em outubro de 2025, a polícia já tinha prendido o influenciador digital Buzeira e o empresário Rodrigo Morgado durante a Operação Narco Bet.

Agora, os agentes querem entender melhor como essa turma funcionava para lavar dinheiro e mandar valores para fora do país sem declarar nada para o governo, esquema que seria liderado por Morgado.

Bloqueio bilionário 

Para tentar parar o grupo, a Justiça mandou congelar bens e contas bancárias dos envolvidos até o impressionante valor de R$ 934 milhões. Além de perderem o acesso ao dinheiro, os investigados também estão proibidos de mexer em suas empresas ou passar propriedades para o nome de outras pessoas. Segundo o que a Polícia Federal descobriu, os suspeitos usavam muitos nomes de terceiros e empresas "laranjas" para fazer a grana circular sem levantar suspeitas.

O esquema era bem variado: eles usavam desde dinheiro vivo e transferências comuns pelo banco até operações complexas com criptoativos, tanto aqui no Brasil quanto no exterior. A ideia era criar uma rede difícil de rastrear, estruturando a circulação de valores bem altos que vinham de atividades ilegais. Agora, quem for pego nesse rolo pode acabar respondendo por crimes graves, como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha.

As investigações continuam para saber se existem mais pessoas ajudando a esconder esses recursos ou se o grupo possui outros investimentos escondidos. Por enquanto, o foco total da PF é analisar todo o material que foi recolhido nos endereços vistoriados nesta manhã, buscando provas que confirmem como o dinheiro circulava entre as empresas do grupo e os envolvidos.