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Procedimento estético termina em tragédia: mulher morre de infecção generalizada

Jamili Carvalho Oliveira, de 35 anos, morreu após complicações de um preenchimento de glúteos com hidrogel realizado em agosto

Internação de Jamili começou após sintomas de infecção, levantando questões sobre a segurança de procedimentos estéticos em clínicas - Imagem: Reprodução/ Redes Sociais/ Prefeitura de São Vicente
Internação de Jamili começou após sintomas de infecção, levantando questões sobre a segurança de procedimentos estéticos em clínicas - Imagem: Reprodução/ Redes Sociais/ Prefeitura de São Vicente

Gabriel Nubile Publicado em 16/09/2025, às 10h02


A busca por um ideal estético terminou em tragédia para uma mulher de 35 anos em São Vicente. Jamili Carvalho Oliveira morreu no último sábado (13), por volta das 5h da manhã, após passar quase três semanas internada no Hospital do Vicentino. A internação e a morte, segundo a suspeita inicial dos médicos, estão possivelmente ligadas a um procedimento de preenchimento de glúteos com hidrogel que ela havia realizado em agosto.

De acordo com o comunicado da Prefeitura de São Vicente, a principal hipótese clínica para a morte é uma sepse de foco cutâneo. Em termos mais simples, isso significa que uma infecção que começou na pele se espalhou e causou uma inflamação generalizada no corpo, levando ao falecimento. A polícia agora investiga o caso como morte suspeita.

O boletim de ocorrência, que deu início formal à investigação, foi registrado na delegacia da cidade por uma tia de Jamili. Ela contou aos policiais a cronologia dos fatos: a sobrinha teria feito o procedimento estético no dia 15 de agosto. Cerca de dez dias depois, em 26 de agosto, ela passou muito mal e precisou ser levada às pressas para um pronto-socorro. Na unidade de saúde, os médicos constataram um quadro de infecção e determinaram sua internação imediata.

O que a polícia está investigando?

A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar todos os detalhes do caso. Um dos pontos centrais da investigação é descobrir o local onde o preenchimento com hidrogel foi realizado e, principalmente, quem foi o profissional responsável pela aplicação. Essa informação ainda não foi divulgada oficialmente. A apuração buscará determinar se a pessoa tinha qualificação para realizar o procedimento, se o material utilizado era permitido e se as condições de higiene do local eram adequadas.

Para confirmar a causa exata da morte, o corpo de Jamili foi encaminhado para o IML. O laudo da autópsia será uma peça fundamental na investigação para ligar de forma definitiva o óbito à aplicação do hidrogel. A prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, fez questão de ressaltar que o procedimento estético não foi feito em nenhuma unidade de saúde do município e que, durante todo o período em que esteve internada, a paciente recebeu todos os cuidados médicos necessários da equipe do hospital.