Política

Protesto com rato morto interrompe sessão da Câmara após aprovação de empréstimo de R$ 130 milhões em Mongaguá

Manifestação ocorreu logo após votação de projeto que autoriza financiamento para obras e investimentos municipais pelos próximos 15 anos

Sessão da Câmara de Mongaguá foi interrompida após manifestação de ex-candidata à Prefeitura, realizada logo após a aprovação de projeto que autoriza financiamento de até R$ 130 milhões para investimentos municipais - Imagem: Redes sociais
Sessão da Câmara de Mongaguá foi interrompida após manifestação de ex-candidata à Prefeitura, realizada logo após a aprovação de projeto que autoriza financiamento de até R$ 130 milhões para investimentos municipais - Imagem: Redes sociais

Redação Publicado em 11/06/2026, às 16h13


A aprovação de um financiamento de até R$ 130 milhões pela Prefeitura de Mongaguá gerou protestos na Câmara Municipal, incluindo uma manifestação simbólica da ex-candidata Márcia das Dores Silva, que arremessou um rato morto no plenário após a votação.

O projeto, aprovado por oito votos a três, permite ao Executivo buscar recursos para obras e investimentos, mas gerou críticas pela falta de clareza sobre quais intervenções serão realizadas com os fundos.

O financiamento, que ainda precisa da sanção do Executivo, destina a maior parte dos recursos a obras de infraestrutura e também poderá abranger áreas como Saúde e Educação, enquanto o protesto levanta questões sobre a viabilidade de empréstimos públicos e seu impacto financeiro a longo prazo.

A aprovação de um projeto que autoriza a Prefeitura de Mongaguá a contratar um financiamento de até R$ 130 milhões provocou protestos e interrompeu uma sessão da Câmara Municipal nesta semana. A manifestação foi protagonizada pela ex-candidata à Prefeitura Márcia das Dores Silva, conhecida como Doutora Márcia, que arremessou um rato morto no plenário logo após a votação da proposta.

O episódio ocorreu durante a sessão legislativa realizada na segunda-feira (8). A ação levou à suspensão temporária dos trabalhos por cerca de cinco minutos, enquanto vereadores e servidores reorganizavam o ambiente. O presidente da Câmara solicitou a retirada da manifestante do plenário antes da retomada da sessão.

Segundo a autora do protesto, a manifestação teve como objetivo demonstrar insatisfação com a aprovação do Projeto de Lei nº 55/2026, que permite ao Executivo municipal buscar financiamento para a execução de obras e investimentos em diferentes áreas da administração pública.

A proposta foi aprovada por oito votos favoráveis e três contrários. O texto autoriza a contratação de crédito com prazo de pagamento estimado em até 15 anos. Entre os pontos debatidos durante a tramitação, esteve a ausência de uma definição detalhada sobre quais obras e intervenções receberão os recursos futuramente obtidos pelo município.

Após a sessão, Márcia publicou vídeos nas redes sociais nos quais questionou a necessidade do financiamento e criticou a situação de serviços públicos municipais. Ela também afirmou que o animal utilizado no protesto havia sido encontrado já sem vida antes da manifestação.

O projeto aprovado integra o planejamento da administração municipal para captação de recursos destinados à infraestrutura urbana e a outras áreas consideradas estratégicas. De acordo com informações divulgadas pela Prefeitura de Mongaguá, a maior parte dos investimentos deverá ser direcionada ao programa Reconstruindo Mongaguá.

Conforme a administração municipal, aproximadamente 70% dos recursos poderão ser destinados a obras de pavimentação, recapeamento, recuperação e modernização de vias públicas, com impacto previsto em mais de 200 ruas da cidade. O plano também prevê investimentos em estudos técnicos, elaboração de projetos e consultorias especializadas voltadas ao planejamento urbano.

Além das obras de infraestrutura, o financiamento poderá contemplar iniciativas nas áreas de Saúde, Educação, Assistência Social, Cultura, Turismo, Esportes, Meio Ambiente, Inovação Tecnológica e Gestão Pública.

O projeto ainda depende da sanção do Executivo para entrar em vigor. Até o momento, a Câmara Municipal não havia se manifestado oficialmente sobre o protesto registrado durante a sessão.

O episódio ganhou repercussão nas redes sociais e ampliou o debate sobre a contratação de empréstimos públicos, tema que costuma gerar discussões sobre capacidade de investimento, planejamento orçamentário e impacto financeiro para os municípios no longo prazo.