Além do Implanon, o mutirão incluirá aulas e rodas de conversa sobre saúde sexual e prevenção de ISTs para as participantes

Gabriella Souza Publicado em 09/02/2026, às 10h01
A busca por métodos seguros e de longa duração para evitar uma gravidez não planejada tem crescido de forma impressionante em São Vicente. Um levantamento feito pela administração municipal mostrou que, entre 2023 e 2025, houve um salto de quase 50% na aplicação do Implanon na rede pública. Aproveitando esse interesse e a eficácia do tratamento, a cidade decidiu lançar mais uma grande ação voltada para a saúde das jovens.
Estão abertas as inscrições para o 7º mutirão focado na inserção desse contraceptivo, que é colocado sob a pele. Desta vez, o público-alvo são as adolescentes com idades entre 15 e 17 anos. Porém, é preciso ficar atenta ao relógio: o prazo para garantir o interesse vai apenas até o dia 23 de fevereiro. Ao todo, foram liberadas 200 vagas para estudantes que estejam matriculadas em escolas públicas e que morem tanto na área Insular quanto na Continental.
Como funciona o 'chip'
O Implanon, muitas vezes chamado popularmente de "chip anticoncepcional", é considerado hoje uma das formas mais seguras de se proteger, com uma taxa de sucesso de 99%. Na prática, ele é um pequeno bastão de plástico flexível, com cerca de quatro centímetros (do tamanho de um palito de fósforo), que é inserido no braço da paciente.
A grande vantagem é a praticidade. Diferente da pílula, que a mulher precisa lembrar de tomar todo dia, o implante funciona sozinho por até três anos. Ele libera no sangue, de forma contínua, um hormônio chamado etonogestrel. Essa substância impede que a mulher ovule, bloqueando as chances de gravidez. Vale lembrar que o método também é oferecido na cidade para outros grupos prioritários, como jovens mães, pessoas em situação de rua e portadoras de HIV.
Cadastro e orientação
Quem se encaixa no perfil e quer participar deve preencher o formulário online disponível nos canais oficiais. Depois disso, uma equipe técnica da Diretoria de Saúde da Mulher vai analisar os dados para ver se a candidata cumpre todos os requisitos. Se tudo estiver certo, as selecionadas receberão um contato informando a data e o local para realizar o procedimento.
Mas a ação não se resume apenas a colocar o dispositivo. A ideia é também educar. O mutirão vai contar com aulas explicativas e rodas de conversa. O objetivo é tirar dúvidas sobre como o corpo funciona, falar sobre outros métodos de prevenção e, principalmente, alertar sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), já que o implante evita filhos, mas não protege contra doenças.
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