A Polícia Militar iniciou patrulhamento após o vídeo viral, mas detenção de suspeito não resultou em prisão devido à falta de provas

Redação Publicado em 09/02/2026, às 11h10
A travessia de barcas entre Vicente de Carvalho (Guarujá) e a Bacia do Mercado (Santos), popularmente conhecida como "catraias", foi palco de uma cena de violência e ousadia em plena luz do dia. Na tarde da última sexta-feira (6), dois jovens viveram momentos de tensão ao caírem em uma emboscada montada por uma quadrilha na saída da embarcação, já no lado santista. O crime, ocorrido por volta das 13h, foi registrado em vídeo e viralizou nas redes sociais, expondo a insegurança no local.
As imagens são claras e mostram a tática de "cerco" utilizada pelos bandidos. As vítimas caminhavam tranquilamente quando foram surpreendidas por uma ação coordenada: quatro criminosos vieram por trás, cortando qualquer chance de recuo, enquanto um quinto comparsa, montado em uma bicicleta, fechou a passagem pela frente. Sem ter para onde correr, os jovens foram rapidamente despojados de seus pertences.
Ação policial e vídeo viral
O vídeo do ataque correu rápido pelos grupos de mensagens e chegou ao conhecimento da Polícia Militar. Com base nas imagens, as equipes iniciaram um patrulhamento tático pela região central e portuária de Santos, buscando os autores do arrastão. A estratégia visual funcionou parcialmente: os policiais localizaram um homem de 25 anos que vestia roupas idênticas às de um dos assaltantes filmados e possuía as mesmas características físicas.
O suspeito foi abordado e levado imediatamente para a delegacia para prestar esclarecimentos. No entanto, o desfecho policial esbarrou na falta de provas materiais imediatas.
Por que ele foi solto?
Apesar da semelhança e da detenção rápida, o homem foi ouvido e liberado em seguida. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), dois fatores pesaram para essa decisão: primeiro, durante a revista pessoal, nada de ilícito (como armas ou os bens roubados das vítimas) foi encontrado com ele. Segundo, e mais importante para a formalização do flagrante, as vítimas do roubo não foram localizadas e não compareceram à delegacia para fazer o reconhecimento formal do suspeito.
Sem a materialidade do crime em mãos e sem a identificação por parte dos jovens atacados, a autoridade policial não pôde manter a prisão. O caso foi registrado como roubo a transeunte na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos. A Polícia Civil agora segue com as investigações e analisa as imagens para tentar identificar os outros quatro integrantes do bando e recuperar os objetos levados.
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