Proposta do prefeito Kayo Amado busca transformar a gestão de resíduos, com normas rígidas e fiscalização intensificada

Redação Publicado em 06/04/2026, às 09h41
A Prefeitura de São Vicente enviou à Câmara Municipal um projeto de lei que promete transformar a gestão de detritos na primeira cidade do Brasil. Idealizada pelo prefeito Kayo Amado (Pode), a proposta estabelece normas rígidas para a organização da Política Municipal de Resíduos Sólidos, separando os geradores de lixo por categorias e intensificando a fiscalização em conjunto com a Vigilância Sanitária. Se aprovada, a medida atingirá desde moradores e pequenos comerciantes até grandes indústrias e organizadores de eventos.
A principal mudança está na classificação dos usuários. O Pequeno Gerador (residências e pequenos comércios) terá um limite de descarte de 200 litros por dia. Já o Grande Gerador (empresas, obras e eventos de grande porte) passará a ser responsável por contratar e pagar empresas licenciadas para a coleta, devendo comprovar o destino correto dos resíduos à administração municipal, desonerando o sistema público de limpeza.
Taxa de manejo e proibição
Uma das novidades mais polêmicas do projeto é a criação da “Taxa de Serviços Públicos de Manejo de Resíduos Sólidos”. O tributo terá a finalidade específica de custear as etapas de coleta, transporte, tratamento e destinação final do lixo. Embora o texto encaminhado ao Legislativo ainda não especifique valores ou métodos de cobrança, a taxa é vista pela gestão como essencial para a sustentabilidade financeira do serviço.
No campo ambiental, o projeto ataca diretamente a poluição marinha. A nova legislação prevê a proibição total do uso de plásticos descartáveis, como copos, pratos, talheres e canudos, nas praias do município. A alternativa para quiosques, ambulantes e consumidores será a transição obrigatória para materiais recicláveis ou biodegradáveis, alinhando São Vicente a tendências globais de preservação dos oceanos.
Multas pesadas
Para garantir o cumprimento das regras, o plano detalha punições severas. A separação entre lixo orgânico e reciclável deixará de ser apenas uma recomendação e passará a ser obrigatória sob pena de multa. Para pessoas físicas, o valor da infração pode chegar a R$ 5.479, enquanto para pessoas jurídicas as penalidades variam entre R$ 200 e R$ 21.917,50, dependendo da gravidade e da reincidência.
Entre as condutas que estarão na mira dos fiscais estão o descarte em locais públicos, o transporte irregular de detritos, a mistura de resíduos perigosos com recicláveis e a execução de obras sem um plano de gerenciamento de resíduos. O projeto segue agora para as comissões da Câmara, onde deve receber emendas antes de ir para a votação definitiva no plenário vicentino.
Leia também

Prefeito de Guarulhos participa de programa internacional sobre inovação com foco em cidades

Menino de 6 anos morre atropelado por carreta enquanto brincava em Santos

PM controla tumulto de presos e prende traficante com carga de drogas em Praia Grande

Capoeira Inclusiva forma pessoas com deficiência em Guarujá

Receita e PF realizam maior apreensão de cocaína do ano no Porto de Santos

Santos sofre gol olímpico, perde gols e estreia com derrota na Sul-Americana

Motociclista morre após despencar de viaduto e ser atingido por carro em rodovia de Cubatão

Acusado de assassinar empresária em São Vicente é encontrado morto dentro de penitenciária

Câmeras registram ataque com facão contra mulher e adolescente dentro de casa em Mongaguá

Idoso é encontrado sem vida em rua de Santos e caso passa a ser investigado pela Polícia Civil