Administração Pública

Secretário de Comunicação de Guarujá é denunciado por assédio sexual

Servidora afirma ter sofrido comentários de cunho sexual e tentativas de beijo dentro da repartição; caso foi registrado na Ouvidoria e na Polícia Civil.

Paço Moacir dos Santos Filho, sede da Prefeitura de Guarujá, onde teriam ocorrido os episódios relatados pela denunciante - Imagem: Reprodução/Facebook
Paço Moacir dos Santos Filho, sede da Prefeitura de Guarujá, onde teriam ocorrido os episódios relatados pela denunciante - Imagem: Reprodução/Facebook

Ana Beatriz Publicado em 27/12/2025, às 11h32


Uma servidora de 26 anos da Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, denunciou o secretário municipal de Comunicação, Paulo Henrique Siqueira, por assédio sexual. O relato foi formalizado inicialmente na Ouvidoria-Geral do município e, dias depois, registrado na Polícia Civil da cidade.

Segundo a denúncia, os episódios teriam ocorrido dentro do Paço Moacir dos Santos Filho, sede da administração municipal, e envolveriam comentários de cunho sexual, constrangimentos reiterados e tentativas de beijo por parte do secretário.

De acordo com o depoimento encaminhado à Ouvidoria, a funcionária ingressou na Secretaria de Comunicação Social em março deste ano, exercendo inicialmente funções administrativas sob a supervisão do gerente da pasta. Entre os meses de abril e junho, ela foi convidada a atuar diretamente como secretária do titular da área.

“Eu topei por não estar satisfeita trabalhando com o gerente”, relatou a denunciante no documento. Pouco tempo depois, o então secretário foi exonerado e o secretário-adjunto, Paulo Henrique Siqueira, assumiu o comando da pasta.

Ainda segundo o relato, cerca de um mês após passar a trabalhar diretamente com o novo secretário, começaram os episódios de assédio. A servidora afirma que Paulo Henrique Siqueira passou a exigir cumprimentos com beijo no rosto e, em algumas ocasiões, tentou beijá-la na boca ao virar o rosto, sempre dentro da sala dele.

A vítima relata que deixou claro o desconforto com a situação. “Falei que ali eu era funcionária, estava para trabalhar, que não gostava desse tipo de brincadeira e que era para ele me respeitar”, afirmou à Ouvidoria.

Apesar da manifestação explícita, segundo a denunciante, os comportamentos não cessaram. Os comentários e insinuações teriam continuado, inclusive na presença de outras pessoas.

O caso foi oficialmente registrado na Delegacia de Polícia de Guarujá no dia 22 e segue sob investigação. Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de Guarujá não havia respondido aos questionamentos enviados pela reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação da administração municipal e do citado no caso.