Durante a busca, a polícia encontrou ferramentas de ourivesaria e itens que confirmaram a suspeita de receptação de ouro

Gabriel Nubile Publicado em 01/10/2025, às 10h33
Uma investigação da Polícia Civil, que apontava o dono de um comércio em São Vicente como um dos maiores compradores de joias roubadas da Baixada Santista, resultou em uma grande apreensão e na prisão de dois homens. Uma operação realizada na última segunda-feira (29) no bairro Vila Margarida revelou que o local funcionava como um verdadeiro centro de atividades ilegais, com produtos que iam de cigarros contrabandeados a botijões de gás.
A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais de Santos e tinha como alvo principal o proprietário do estabelecimento. Ao chegarem no endereço para cumprir um mandado de busca, os policiais se depararam com uma série de crimes. O dono do comércio foi autuado por descaminho, crime contra a ordem econômica e até mesmo por furto de energia, já que foi constatado um "gato" na rede elétrica do imóvel.
Um 'mercado' de produtos ilegais
Dentro da loja, os agentes encontraram uma grande variedade de itens que confirmaram as suspeitas. Além de maços de cigarro de origem estrangeira e dez botijões de gás que seriam revendidos de forma clandestina, a polícia encontrou o que mais procurava: diversas joias e equipamentos de ourivesaria. Entre as ferramentas, havia reagentes químicos usados para testar a pureza do ouro, o que reforça a tese de que o local era um ponto de receptação de ouro e joias roubadas.
Enquanto a equipe realizava as buscas dentro do comércio, outro homem foi preso em flagrante do lado de fora. Ele estava com um adolescente e portava um celular que constava como roubado. Ao ser abordado, ele confessou que estava ali justamente para vender uma corrente para o dono da loja, o principal alvo da investigação. Esse segundo suspeito, que já tinha passagens pela polícia por receptação, foi autuado também por corrupção de menores.
Os dois homens foram presos e levados para a delegacia. Todo o material apreendido, incluindo os produtos ilegais e as ferramentas, foi encaminhado para a perícia. A investigação da DIG de Santos continua, pois a polícia acredita que o comércio era apenas uma peça de um esquema maior, e agora o trabalho se concentra em identificar outras pessoas envolvidas.
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