Polícia

DIG de Itanhaém localiza e prende mulher condenada a 12 anos por tentar matar a sogra

Lourene Carla, de 34 anos, foi capturada no bairro Rio do Poço; crime violento foi cometido em julho de 2018

Condenada por atacar sogra com golpes de enxada é capturada por policiais civis no litoral - Imagem: Reprodução
Condenada por atacar sogra com golpes de enxada é capturada por policiais civis no litoral - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 26/06/2026, às 10h04


A atuação do setor de inteligência da Polícia Civil resultou no cumprimento de um mandado judicial expedido após decisão do Tribunal do Júri. Lourene Carla de Aguiar Pereira, de 34 anos, foi presa por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém na quinta-feira (25). Ela estava foragida e havia sido condenada a 12 anos de prisão em regime inicial fechado por tentar assassinar a própria sogra no Vale do Ribeira.

O cerco policial aconteceu no bairro Rio do Poço, em Itanhaém. Os investigadores da delegacia especializada iniciaram um trabalho de rastreamento com base no cruzamento de dados estatísticos, prontuários criminais e endereços recentes vinculados à ré. Ao confirmarem a presença da mulher na moradia atual, os agentes montaram a abordagem e efetuaram a prisão sem que houvesse resistência. O mandado de prisão definitiva havia sido expedido pela Justiça no último dia 11, logo após o julgamento popular.

Crime com enxada e violação de medidas protetivas

O crime que motivou a condenação aconteceu em julho de 2018, no município de Cananéia, e foi marcado por contornos de violência doméstica e descumprimento de ordens judiciais:

  • O ataque: de acordo com as investigações da época, a vítima, que tinha 63 anos na ocasião, foi surpreendida dentro de sua própria residência e atacada pela nora com violentos golpes de enxada direcionados à região da cabeça.
  • Socorro médico: devido à gravidade das lesões e ao traumatismo craniano, a idosa precisou ser socorrida às pressas e transferida para o Hospital Regional de Pariquera-Açu, onde passou por cuidados intensivos.
  • Histórico de conflitos: Lourene foi presa em flagrante no dia do crime. Durante a formalização da ocorrência, as autoridades constataram que já existiam medidas protetivas vigentes que determinavam expressamente o afastamento da autora e de seu companheiro em relação à vítima, ordem que foi totalmente ignorada.

Após ser capturada em Itanhaém, a condenada foi conduzida à sede da DIG para a lavratura do boletim de ocorrência de captura de procurado. Ela passou pelos exames periciais obrigatórios no Instituto Médico Legal (IML) e foi transferida para o sistema prisional, onde dará início ao cumprimento da pena em regime fechado determinada pelo conselho de sentença.


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