Investigação aponta que saques eram feitos com QR Codes enviados por membros de um grupo criminoso em aplicativo de mensagens

Redação Publicado em 25/03/2026, às 08h21
O movimento frequente de dois jovens em caixas eletrônicos de um shopping no Gonzaga, em Santos, acabou revelando um braço de um esquema de estelionato na Baixada Santista. Policiais do 7º Distrito Policial identificaram e abordaram dois homens, de 24 e 25 anos, suspeitos de integrar uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias. A dupla chamou a atenção por realizar saques e transações em dias alternados, sempre utilizando o mesmo ponto do estabelecimento.
Durante a abordagem nas imediações do shopping, os investigadores encontraram com os suspeitos quatro cartões de um banco digital que não possuíam o nome dos titulares, além de dois aparelhos celulares.
Ao serem questionados, os rapazes confessaram que faziam parte de um grupo em um aplicativo de mensagens. Segundo o relato, eles recebiam QR Codes enviados por outros integrantes do grupo e ficavam responsáveis apenas por efetuar os saques físicos do dinheiro.
Golpe do "laranja"
A investigação aponta que os valores sacados pela dupla são frutos de golpes aplicados contra correntistas. Geralmente, as vítimas são induzidas a fazer transferências após receberem contatos falsos de pessoas que fingem ser funcionários de bancos. O dinheiro cai em contas de "laranjas" (pessoas que emprestam o nome para o crime) e é rapidamente retirado nos caixas eletrônicos por esses "sacadores", dificultando o rastreamento pela polícia e pelas instituições financeiras.
Os dois suspeitos não permitiram que os policiais acessassem o conteúdo das conversas nos celulares no momento da abordagem. Por conta disso, a Polícia Civil já solicitou à Justiça a quebra do sigilo telefônico dos aparelhos apreendidos. A análise das mensagens e ligações é considerada peça-chave para chegar aos líderes da organização e entender a dimensão do prejuízo causado às vítimas.
Próximos passos
A ação do 7º DP de Santos agora foca em cruzar os dados dos saques realizados no Gonzaga com boletins de ocorrência de fraudes bancárias registrados recentemente na região. A polícia quer descobrir quem são os donos das contas que receberam o dinheiro e quem são os cabeças do grupo que enviavam as ordens de saque via aplicativo.
Embora tenham sido identificados e os materiais apreendidos, a investigação segue em sigilo para não atrapalhar a captura de outros envolvidos. O caso serve de alerta para a população sobre a importância de nunca realizar transferências ou fornecer códigos de acesso após contatos telefônicos suspeitos, mesmo que pareçam ser de canais oficiais de bancos.
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