Operação Sea Chest revelou esquema que escondia entorpecentes em compartimentos de navios com destino à Europa e África

Lívia Gennari Publicado em 06/06/2025, às 08h00
A Polícia Federal deflagrou, na última quinta-feira (5), a Operação Sea Chest, com objetivo de desarticular um esquema de tráfico internacional de drogas comandado por uma organização criminosa do Guarujá. O grupo recrutava mergulhadores no Espírito Santo para esconder grandes cargas de entorpecentes em compartimentos submersos de navios cargueiros.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Vila Velha e Viana, na Região Metropolitana de Vitória (ES). Durante a ação, os agentes apreenderam três celulares e uma arma de fogo.

De acordo com as investigações, além dos mergulhadores, o grupo também aliciava pequenos traficantes capixabas, que tinham a missão de inserir a droga nas embarcações antes de elas partirem rumo ao exterior.
O esconderijo escolhido pelos criminosos era o sea chest, um compartimento técnico localizado abaixo da linha d’água dos navios, originalmente projetado para captar água do mar. O nome da operação faz referência direta a esse espaço submerso utilizado para ocultar os entorpecentes.

O destino das drogas eram países da Europa e da África, onde mergulhadores já aguardavam a chegada dos navios para realizar a retirada da carga criminosa.
A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre há quanto tempo o esquema estava em funcionamento, nem como a droga era transportada de São Paulo até os portos do Espírito Santo, onde era embarcada.
A investigação começou em 2022, depois que a polícia reuniu informações de outras operações feitas em várias partes do Brasil. A atuação da facção investigada reforça a preocupação com o avanço do tráfico internacional na Baixada Santista, região estratégica para o fluxo de entorpecentes devido ao Porto de Santos.
Os envolvidos poderão responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas podem ultrapassar 35 anos de prisão, além de multas.
A Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros envolvidos no esquema e esclarecer detalhes sobre a logística usada pelo grupo para transportar a droga entre os dois estados. A corporação apura ainda se a quadrilha mantém vínculos com redes internacionais especializadas no narcotráfico.
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