Investigação aponta que a profissional fraudava relatórios médicos simulando lesões e tratamentos para obter valores do seguro de forma irregular

Lívia Gennari Publicado em 16/08/2025, às 18h07
Uma fisioterapeuta de 32 anos foi presa em Santos, durante a Operação Sinistro deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco (PE), que apura fraudes milionárias envolvendo o seguro obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT). Thayza Aires Dias foi detida na última quinta-feira (14), em ação conjunta com agentes do 3° Distrito Policial de Santos, que prestaram apoio no cumprimento do mandado judicial expedido pela Justiça pernambucana.
Além de Thayza, outras 18 pessoas também foram presas em municípios pernambucanos e em Cabedelo, na Paraíba, acusadas de integrar o esquema fraudulento. Segundo as investigações, o grupo utilizava documentos médicos falsos, entre eles relatórios fisioterapêuticos e de acupuntura, para viabilizar o recebimento indevido do seguro DPVAT por supostas vítimas de acidentes de trânsito.
De acordo com a Polícia Civil, Thayza Aires Dias seria responsável por emitir relatórios fraudulentos que simulavam atendimentos clínicos e terapêuticos a pacientes inexistentes. Em sua residência, os policiais apreenderam um carimbo profissional e um notebook com arquivos e documentos que teriam sido produzidos entre 2019 e 2021. Todo o material recolhido será periciado.
Após ser conduzida ao 3º Distrito Policial de Santos, a fisioterapeuta foi encaminhada à Cadeia Pública Feminina de São Vicente. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que ela passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (15), onde foi decidida a manutenção da prisão preventiva.
A investigação teve início em 2021, quando surgiram indícios de um esquema estruturado de falsificação de laudos para fraudar o seguro DPVAT, que é destinado a indenizar vítimas de acidentes de trânsito em todo o país. A investigação aponta que os envolvidos usavam os documentos adulterados para simular lesões e tratamentos, conseguindo assim sacar valores do seguro de forma irregular.
Além das prisões, a Justiça de Pernambuco determinou o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros, bem como a suspensão de atividades de duas empresas ligadas aos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Única da Comarca de Glória do Goitá (PE).
Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, as investigações seguem para identificar outros envolvidos e calcular o prejuízo causado ao seguro DPVAT.
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