Patrimônio histórico

Museu de Pesca de Santos permanece fechado após quatro anos e ainda não tem data para reabrir

Espaço na Ponta da Praia aguarda obras de restauro que dependem de licitação e aprovação de órgãos de preservação

Fechado desde 2022, o Museu de Pesca de Santos aguarda obras de restauro e segue sem previsão oficial de reabertura ao público - Imagem: Nair Bueno/Diário do Litoral
Fechado desde 2022, o Museu de Pesca de Santos aguarda obras de restauro e segue sem previsão oficial de reabertura ao público - Imagem: Nair Bueno/Diário do Litoral

Redação Publicado em 05/03/2026, às 10h52


O Museu de Pesca em Santos permanece fechado desde 2022 para obras de revitalização, sem previsão de reabertura, o que impacta o acesso à cultura local e a preservação do patrimônio histórico.

A requalificação do museu, que é um imóvel tombado, requer estudos técnicos e aprovação de órgãos de preservação, com um custo total estimado de R$ 10 milhões, sendo que já foram investidos R$ 1,1 milhão até o momento.

A contratação da empresa responsável pelas obras deve ocorrer ainda este mês, com a licitação marcada para 31 de março, e a primeira fase das intervenções deve durar cerca de 15 meses, enquanto o acervo continua sendo monitorado e preservado.

O Museu de Pesca, um dos principais espaços culturais de Santos, continua fechado para visitação e ainda não tem previsão de reabertura. Localizado na Ponta da Praia, o equipamento cultural está sem receber público desde 2022, quando foi fechado para a realização de obras de revitalização.

Inicialmente, a expectativa era que o museu voltasse a funcionar em 2024. Posteriormente, o prazo foi transferido para o fim de 2025, mas o cronograma também não se concretizou.

De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, responsável pelo equipamento, a requalificação do prédio exige uma série de estudos técnicos e análises detalhadas por se tratar de um imóvel tombado como patrimônio histórico. O processo também precisa passar por avaliação de órgãos de preservação, como o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

A previsão é que ainda neste mês seja contratada a empresa responsável pela execução das obras de restauro. O trabalho deverá incluir intervenções na fachada, na cobertura, em portas, janelas e outros elementos arquitetônicos, sempre respeitando as características originais do edifício.

O edital para contratação já foi publicado e a licitação está prevista para ocorrer no dia 31 de março. Após a assinatura do contrato, a estimativa é que a primeira etapa das obras tenha duração aproximada de 15 meses.

Até o momento, cerca de R$ 1,1 milhão já foram investidos no processo de revitalização. O custo total estimado para a recuperação completa do museu pode chegar a aproximadamente R$ 10 milhões.

Mesmo fechado há quatro anos, o acervo segue sendo preservado. Segundo a secretaria, equipes realizam periodicamente ações de monitoramento, limpeza e conservação preventiva para garantir a integridade das peças.

Estrutura e acervo

Quem passa em frente ao prédio, na Ponta da Praia, ainda encontra sinais do longo período de fechamento. A reportagem observou que a área externa apresenta grama alta e bancos danificados próximos ao canhão instalado no local.

O Museu de Pesca possui um acervo com cerca de 1.400 itens ligados à vida marinha e à história da atividade pesqueira no litoral paulista. Entre as peças mais conhecidas está a ossada de uma baleia com aproximadamente 23 metros de comprimento.

O espaço também reunia atrações interativas bastante procuradas por visitantes e turistas, como a Sala do Convés e o Quarto do Capitão, ambientes que simulavam o interior de embarcações e faziam parte do circuito educativo do museu.