Criminoso se trancou em casa e tentou resistir à prisão; policiais invadiram o local e usaram equipamento de incapacitação neuromuscular

Redação Publicado em 12/06/2026, às 09h29
Uma rápida intervenção da Polícia Militar evitou uma tragédia familiar na manhã da última quinta-feira (11), no bairro Jardim Columbia, em Mongaguá. Policiais da 1ª Companhia do 29º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I) agiram de forma estratégica e conseguiram impedir a consumação de um crime de feminicídio.
Denúncia de vizinhos e ameaças de morte
O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu um chamado urgente para averiguar uma situação de violência doméstica em andamento. Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais foram abordados por um morador da vizinhança, que relatou ter ouvido gritos desesperados de socorro vindos do interior do imóvel vizinho.
Ao se aproximarem da porta da residência, os agentes confirmaram a gravidade do cenário: o agressor mantinha a companheira sob cárcere e ameaça. Ao notar o cerco policial, o indivíduo passou a gritar agressivamente, afirmando que mataria a mulher imediatamente caso qualquer pessoa tentasse invadir o local. Diante do impasse, a equipe solicitou apoio de outras viaturas e deu início ao protocolo de negociação verbal.
Invasão tática e uso de taser para salvar a vítima
Durante o diálogo, os policiais perceberam que o nível de agressividade do homem estava escalando rapidamente, colocando a vida da vítima em risco iminente. Em uma fração de segundos, a equipe optou pela intervenção tática forcada e conseguiu arrombar o acesso da moradia.
No interior do imóvel, os militares surpreenderam o agressor no exato momento em que ele mantinha uma faca de cozinha apontada diretamente contra o peito da mulher. Para neutralizá-lo sem causar ferimentos fatais a nenhum dos envolvidos, a equipe utilizou um dispositivo eletrochoque de incapacitação neuromuscular (popularmente conhecido como arma Taser). O disparo de energia causou a perda dos reflexos do agressor, permitindo que ele fosse desarmado e imobilizado instantaneamente. A mulher foi resgatada sem ferimentos cortantes.
Encaminhamento à DDM
Seguindo o protocolo de atendimento padrão pós-choque, tanto o agressor quanto a vítima foram conduzidos a uma unidade médica local para avaliação e emissão de laudo cautelar.
Na sequência, a ocorrência foi apresentada na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mongaguá. A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante do indivíduo pelo crime de tentativa de feminicídio. A arma branca utilizada foi apreendida pela perícia, e o infrator foi encaminhado à cadeia pública da região, onde permaneceu encarcerado à disposição da audiência de custódia da Justiça.
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