Uma operação da Polícia Civil em Guarujá resultou na prisão de uma jovem de 22 anos, que estava na casa de um suspeito do PCC, mas ele não foi encontrado

Gabriel Nubile Publicado em 17/10/2025, às 10h29
Uma operação da Polícia Civil para capturar um homem investigado por ligação com a facção criminosa PCC, em Guarujá, resultou na prisão de uma jovem de 22 anos que estava na casa do suspeito. O alvo principal do mandado de busca e apreensão não foi encontrado, pois, segundo a polícia, ele teria fugido ao ser avisado sobre a chegada da viatura. No entanto, dentro do imóvel na Rua Antônio da Silva Melo, os agentes encontraram a mulher, acompanhada de sua filha de 4 anos, e um vasto material ilícito.
Apesar da prisão, a mulher foi liberada no dia seguinte, após passar por uma audiência de custódia. A juíza responsável pelo caso entendeu que não havia elementos suficientes para manter a jovem presa preventivamente, já que os crimes não envolveram violência e ela é a única responsável pela filha pequena.
A defesa da jovem alega que tudo não passou de um grande engano e que ela estava no lugar errado, na hora errada.
Armas, drogas e cartas da facção
Durante a vistoria na residência, os policiais encontraram um cenário que confirmava as suspeitas sobre o dono do imóvel. Havia diversas armas expostas, a maioria sendo imitações quase perfeitas de pistolas e fuzis. No entanto, munições reais de fuzil e uma pistola calibre.38 também foram achadas no local.
Escondidos debaixo de um colchão, os agentes encontraram dois celulares, além de porções de drogas, balança de precisão e anotações sobre o tráfico. Para a polícia, a prova mais contundente da ligação do morador com o crime organizado eram cartas que apontavam o "batismo" de novos membros na facção.
Diante de todo o material, a mulher foi levada para a delegacia e autuada por tráfico de drogas e posse de armas e munições. A polícia também destacou que, embora a jovem não tenha antecedentes criminais, dois irmãos dela já têm passagens pelo mesmo crime.
O advogado da mulher, Renan Lourenço, afirma que a cliente é inocente e que não tem nenhuma relação com o investigado. “Ela o conhecia superficialmente, pois foi até o local apenas para realizar uma tatuagem com ele”, garantiu. A jovem agora precisa se apresentar à Justiça a cada dois meses e não pode sair da cidade sem autorização judicial.
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