O ex-marido de Marcelly, Mário Vitorino, também é réu, mas ainda aguarda a definição da data de seu julgamento.

Redação Publicado em 11/03/2026, às 11h50
O júri popular de Marcelly Marlene Delfino Peretto, acusada de participar do assassinato de seu irmão Igor Peretto, está marcado para 20 de agosto, enquanto o julgamento de Mário Vitorino Neto, apontado como autor do crime, ainda não tem data definida.
A Justiça definiu para o dia 20 de agosto a realização do júri popular de Marcelly Marlene Delfino Peretto, acusada de participação na morte do irmão, o comerciante Igor Peretto, em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
O outro réu no caso, Mário Vitorino Neto, ex-marido de Marcelly e apontado como o autor das facadas que mataram a vítima, ainda não teve a data de julgamento definida.
Igor Peretto foi assassinado no dia 31 de agosto de 2024, dentro do apartamento de sua irmã, localizado na Avenida Paris, no bairro Canto do Forte. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o crime teria sido planejado por Rafaela da Silva, viúva da vítima, Marcelly Peretto, irmã por parte de pai, e Mário Vitorino, cunhado de Igor.
Segundo a acusação, os três teriam articulado o assassinato porque a vítima representaria um “empecilho em um triângulo amoroso” envolvendo os investigados.
Os suspeitos chegaram a ser presos durante o andamento das investigações. No entanto, Rafaela da Silva foi libertada em outubro de 2024, após decisão do juiz Felipe Esmanhoto Mateo, que retirou a viúva da denúncia. O magistrado avaliou que ela não estava no apartamento no momento do crime e que as provas reunidas não eram suficientes para comprovar sua participação.
Na mesma decisão, o juiz determinou que Marcelly e Mário sejam submetidos a júri popular, acusados de homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras apontadas são motivo torpe — relacionado ao suposto envolvimento amoroso entre os acusados —, meio cruel, devido à quantidade de golpes de faca desferidos contra a vítima, e recurso que dificultou a defesa, já que Igor estava desarmado e teria sido surpreendido por alguém de sua confiança.
Inicialmente, Marcelly e Mário seriam julgados no mesmo processo. No entanto, o caso foi desmembrado após a acusada constituir uma nova equipe de defesa.
O antigo advogado de Marcelly havia recorrido da decisão que determinou o júri popular, assim como a defesa de Mário. Com os recursos apresentados, ambos aguardariam a análise do caso em segunda instância antes de seguir para julgamento.
Com a troca de defesa, porém, o novo advogado de Marcelly, Alex Ochsendorf, optou por retirar o recurso. Segundo ele, a estratégia busca evitar que a cliente permaneça presa por mais tempo enquanto aguarda a tramitação judicial.
Com a decisão, Marcelly deverá ser a primeira ré do caso a enfrentar o júri popular, previsto para ocorrer em agosto.
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