Refrigerante batizado

Junto com o marido, mulher droga e comete crime nojento contra amiga da filha

O refrigerante que a adolescente consumiu foi adulterado por Luciana Cristina de Jesus

Mulher dopou adolescente com refrigerante batizado - Imagem: Divulgação / PM
Mulher dopou adolescente com refrigerante batizado - Imagem: Divulgação / PM

Marina Roveda Publicado em 01/10/2023, às 15h45


São Bernardo do Campo, São Paulo - Após dois anos foragida, uma mulher de 39 anos condenada por dopar e estuprar a amiga de sua filha foi capturada em São Bernardo do Campo, São Paulo. Luciana Cristina de Jesus, que havia sido condenada a 25 anos e 6 meses de prisão, vivia escondida na Rua dos Pássaros, até ser localizada pelas autoridades.

O crime, ocorrido em 2019, chocou a comunidade local. Apesar dos relatos apresentados pelo casal, que foi detido tentando fugir para São Paulo na época, Luciana teve concedida liberdade provisória com medidas cautelares. Isso incluía a obrigação de se apresentar mensalmente em juízo, proibição de contato com a vítima e familiares, além de não poder deixar a região sem autorização judicial.

A prisão de Luciana ocorreu quando ela saía de casa para buscar sua filha na escola. Ela tem três crianças, sendo uma delas amiga da adolescente que foi estuprada.

As autoridades estavam investigando e buscando pistas sobre o paradeiro de Luciana desde dezembro de 2021, quando foi considerada foragida pelo crime cometido dois anos antes. Utilizando um sistema de inteligência, a polícia conseguiu identificar que a mulher estava residindo no bairro Montanhão, na cidade do ABC paulista.

Luciana foi detida pela Força Tática do 6° Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela 3ª Vara Criminal de São Vicente. Ela foi conduzida ao 1° Distrito Policial (DP) de São Bernardo do Campo, onde o caso foi registrado como captura de procurado.

No episódio original, o marido de Luciana, Marcílio Maximino, confessou à polícia ter comprado um "medicamento" para dopar a adolescente, e o casal teria combinado o crime, que foi consumado na casa deles, com seus próprios filhos presentes no local.

O refrigerante utilizado no crime foi adulterado com a substância. A vítima, que estava ajudando a arrumar a casa, bebeu o líquido e logo se sentiu "grogue" e com "as pernas bambas".

Após esse episódio, o estupro ocorreu, e a vítima relatou ter acordado nua ao lado do suspeito. A polícia foi chamada após a adolescente se deparar com as filhas do casal e a irmã de Luciana, que também havia sido condenada por estupro da vítima.

A mãe da adolescente revelou que sua filha chegou a tentar tirar a própria vida após o terrível incidente.

O casal fugiu, mas foi detido na praça de pedágio da Rodovia dos Imigrantes enquanto tentava escapar para São Paulo. Em depoimento, ambos admitiram o crime hediondo.

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