Adolescente de 16 anos foi identificado como administrador de perfis que divulgavam discursos de ódio

Lívia Gennari Publicado em 04/05/2025, às 17h13
Um adolescente de 16 anos, morador de São Vicente, foi um dos alvos da Operação Fake Monster, deflagrada no sábado (3) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad).
A investigação mira um grupo suspeito de espalhar discursos de ódio e de planejar um possível atentado a bomba durante o show da cantora Lady Gaga, realizado na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
O mandado de busca e apreensão foi cumprido no bairro Vila Jockey Clube, em São Vicente. Durante a ação, os policiais localizaram o jovem, que admitiu ser o responsável por contas em redes sociais que publicavam mensagens de teor discriminatório e extremista. No entanto, o adolescente negou qualquer participação direta em ameaças específicas ou no planejamento de um ataque ao evento da artista internacional.
No local, foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos, como um computador, um celular, um HD externo, um cartão de memória e um videogame. O adolescente prestou esclarecimentos e foi liberado na presença do pai, que acompanhou toda a ação da polícia.
Outros três mandados foram cumpridos simultaneamente nas cidades de Cotia e Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo. Nesses locais, os agentes também recolheram dispositivos eletrônicos que podem conter provas do envolvimento dos suspeitos com a disseminação de conteúdo violento ou ameaças contra eventos públicos.
A cooperação entre os setores de inteligência de diferentes estados foi essencial para identificar os responsáveis e impedir que o conteúdo divulgado na internet se transformasse em algo mais grave.
Alerta para crimes digitais
A Operação Fake Monster foi deflagrada com caráter preventivo, diante de mensagens suspeitas identificadas nas redes sociais, que mencionavam a possibilidade de ataques durante o show da Lady Gaga, artista com forte presença entre públicos diversos, incluindo a comunidade LGBTQIA+. As postagens investigadas continham mensagens de ódio, apologia à violência e teor extremista.
De acordo com a SSP-SP, todo o material apreendido será encaminhado para perícia técnica, que ajudará a determinar a natureza dos conteúdos compartilhados e o grau de envolvimento dos investigados com as ameaças. As autoridades seguem apurando a origem, motivação e alcance das postagens, além de buscar identificar outros possíveis membros do grupo.
Apesar de o evento musical ter ocorrido sem incidentes, o caso serve de alerta para o crescimento de crimes digitais com potencial violento e para a importância da atuação integrada entre os estados na prevenção de ações extremistas.
Embora as investigações estejam sob sigilo, a operação evidencia o comprometimento da Polícia Civil em tratar com seriedade qualquer indício de ameaça à segurança pública, sobretudo em eventos de grande porte.
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