Após a contenção, a mulher foi encaminhada para tratamento psiquiátrico, enquanto a faca foi apreendida pela polícia

Redação Publicado em 20/01/2026, às 10h06
Quem passou pela Avenida Afonso Pena, no bairro Estuário, em Santos, na manhã desta segunda-feira (19), presenciou uma cena de muita tensão e perigo. A preocupação maior dos policiais militares que atenderam a ocorrência não era apenas desarmar uma mulher que estava visivelmente alterada, mas sim garantir a integridade física de uma criança que estava ali, bem ao lado do perigo. A menina, que é filha da mulher, estava exposta ao risco iminente enquanto a mãe, em meio a um aparente surto psicótico, segurava uma faca no meio da via pública.
De acordo com o relato da Polícia Militar, a situação era delicada. A mulher demonstrava um forte descontrole emocional e um comportamento bastante agressivo. Assim que a viatura chegou ao local, os agentes tentaram iniciar um diálogo, pedindo calma e ordenando que ela largasse o objeto cortante. No entanto, ela parecia não ouvir e ignorava completamente as ordens de segurança. Percebendo que a conversa não estava funcionando e que o cenário poderia piorar rapidamente, a equipe agiu para isolar a área e chamou reforço para evitar que alguém se ferisse.
Ação rápida e uso de taser
O protocolo da polícia foi claro: a prioridade absoluta era salvar a criança. Em uma ação coordenada, os agentes conseguiram afastar a menina do local, tirando-a da zona de risco. Com a filha em segurança, a atenção voltou-se totalmente para a mãe. Mesmo cercada, ela continuou resistindo e segurando a faca com firmeza, recusando qualquer negociação verbal.
Diante da ameaça contínua e da impossibilidade de aproximação física sem riscos, os policiais optaram pelo uso de equipamentos não letais. Foi utilizada a arma de incapacitação neuromuscular, popularmente conhecida como taser. O disparo foi preciso e necessário para cessar a agressividade momentânea.
Com o choque, a mulher soltou a faca imediatamente e pôde ser contida e imobilizada pela equipe no chão. Felizmente, a estratégia funcionou perfeitamente: não houve registro de ferimentos físicos nem na mulher, nem na criança e nem nos policiais que participaram da ação.
Encaminhamento médico
Após ser detida e ter a situação controlada, o caso deixou de ser apenas policial e passou a ser de saúde pública. Uma equipe de emergência foi acionada para prestar os primeiros socorros. A mulher foi levada para uma unidade de saúde, onde permaneceu internada para receber acompanhamento psiquiátrico especializado.
A faca utilizada na ocorrência foi recolhida e levada para a delegacia. A autoridade de plantão registrou o caso e agora as medidas legais e de assistência social devem ser tomadas para garantir o bem-estar da família.
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