Uma mulher de 28 anos foi impedida de visitar o companheiro após recusar exames médicos exigidos pela segurança do presídio

Redação Publicado em 08/04/2026, às 09h05
O último domingo (05) não terminou nada bem para uma mulher de 28 anos que tentava visitar o companheiro na Penitenciária 1 de São Vicente, também conhecida como "Dr. Geraldo de Andrade Vieira". O que era para ser uma visita de rotina acabou virando caso de polícia logo na entrada, durante aquele processo chato, mas necessário, de revista que todo familiar precisa passar antes de ter acesso aos presídios.
Tudo começou quando as policiais penais que cuidam do escâner corporal notaram algo estranho nas imagens. O equipamento, que funciona como uma espécie de raio-X moderno, mostrou algumas manchas suspeitas no corpo da visitante. Seguindo as regras da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), sempre que o aparelho indica uma "nuvem" ou um objeto que não deveria estar ali, as agentes precisam levar a pessoa até um hospital para fazer exames mais detalhados e confirmar o que está acontecendo.
Recusa e a suspensão
A situação ficou ainda mais complicada quando as servidoras explicaram que ela teria que ir até o pronto-socorro mais próximo para passar por um médico. A mulher bateu o pé e se recusou a fazer os exames complementares. Como ninguém pode ser obrigado a passar por um procedimento médico contra a vontade, mas a segurança do presídio é prioridade, o resultado foi imediato: ela foi barrada na hora e não pôde ver o companheiro.
Por causa dessa recusa em colaborar com a segurança, a mulher acabou sofrendo uma punição administrativa pesada. Segundo a resolução que manda no sistema prisional, ela teve o direito de visitar o preso suspenso. Agora, além de não ter conseguido entrar no domingo, ela vai ter que lidar com um processo interno da SAP que pode deixá-la longe da unidade por um bom tempo. O recado das autoridades é claro: sem a inspeção completa e o aval das imagens, ninguém entra na carceragem.
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