Com a confissão de ser 'mula', a mulher revelou que transportava a droga de Santos para Praia Grande, recebendo R$ 1 mil pelo serviço

Redação Publicado em 27/01/2026, às 10h26
A tentativa de evitar a fiscalização policial acabou sendo justamente o motivo que levou uma mulher para trás das grades no último sábado (24). Quem passava pela Avenida Santo Antônio do Valongo, no Morro São Bento, em Santos, presenciou o momento em que uma viagem aparentemente comum se transformou em uma ocorrência policial de tráfico de drogas. O nervosismo ao volante falou mais alto e chamou a atenção de quem estava fazendo a ronda na região.
Tudo aconteceu quando uma equipe da Polícia Militar realizava o patrulhamento preventivo pelo bairro. Os agentes notaram um Jeep Renegade branco que vinha pela via. Até aí, nada de mais. O problema foi a reação da condutora: assim que ela percebeu a presença da viatura com as luzes características, mudou a direção do carro de forma repentina e brusca, tentando claramente fugir do campo de visão dos policiais.
O barato que saiu caro
A atitude suspeita, baseada no ditado popular de que "quem não deve, não teme", fez com que os militares fossem atrás do veículo para realizar a abordagem. Ao pararem o carro e iniciarem a revista, a surpresa foi grande, não pela complexidade do esconderijo, mas pela ousadia. Os policiais não precisaram desmontar o carro para achar o ilícito: no banco traseiro, expostos, estavam dez tijolos de maconha.
Ao todo, a carga pesava pouco mais de três quilos (3,007 kg). Sem ter como negar o flagrante diante da droga visível, a motorista decidiu abrir o jogo sobre o esquema. Ela confessou aos policiais que estava trabalhando apenas como transportadora, popularmente conhecida no mundo do crime como "mula".
Rota do tráfico entre cidades
Segundo o relato da mulher aos agentes, a "encomenda" tinha destino certo. Ela pegou a droga em Santos e tinha a missão de entregá-la na cidade vizinha, em Praia Grande. Pelo serviço arriscado de levar o entorpecente de um município ao outro, ela receberia o pagamento de R$ 1 mil.
No entanto, o dinheiro fácil acabou custando a liberdade. Diante dos fatos e da confissão informal, ela recebeu voz de prisão ali mesmo. A mulher, o veículo e os tabletes de maconha foram levados para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos. O delegado de plantão ouviu os policiais, analisou o material apreendido e confirmou a prisão em flagrante. Agora, ela permanece na carceragem à disposição da Justiça para responder pelo crime de tráfico.
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