O funkeiro morreu em frente a própria casa, em 2012

Manoela Cardozo Publicado em 21/07/2024, às 15h31 - Atualizado às 15h31
Uma praça localizada em São Vicente, litoral de São Paulo, recebeu o nome de MC Primo no mesmo dia em que o policial acusado de matá-lo foi absolvido. A lei n.º 4572, que denomina o espaço público como Jadielson da Silva Almeida “MC Primo”, foi sancionada em 16 de julho.
O assassinato de MC Primo ocorreu em 2012, em frente à sua residência. Jadielson da Silva Almeida, conhecido como MC Primo, foi morto em abril de 2012 após ser abordado por criminosos em uma motocicleta e um carro branco, quando chegava em casa no bairro Jóquei Clube. Ele foi atingido por pelo menos 11 disparos e, apesar de ter sido socorrido, não sobreviveu aos ferimentos.
O policial militar Anderson de Oliveira Freitas, acusado pelo assassinato de MC Primo, foi absolvido pelo Tribunal de Justiça. O júri popular, que teve início no dia 14 de julho no Fórum de São Vicente, foi suspenso e retomado no dia 16, após a defesa do réu abandonar o plenário.
A decisão pela absolvição foi tomada pela maioria dos jurados, que consideraram a falta de provas suficientes para condenar Anderson. Ele havia passado um ano e sete meses preso antes do julgamento.
A defesa de Anderson argumentou que a bala relacionada ao policial na investigação não era de sua arma e apontou uma quebra na cadeia de custódia das provas, alegando que a arma usada no crime estava desaparecida.
Em contraste, a acusação havia solicitado que Anderson fosse condenado por homicídio qualificado, com pena de 12 a 30 anos de prisão. A defesa alegou a inocência do réu, que ainda trabalhava como policial militar até ser preso no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo.
Após o julgamento, Eugênio Malavasi, assistente de acusação, informou ao G1 que um recurso foi apresentado pedindo a anulação do julgamento. "Os jurados decidiram afrontando o laudo de confronto balístico e o reconhecimento pessoal da testemunha protegida", afirmou Malavasi. Maria Silene da Silva, mãe de MC Primo, expressou sua frustração em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo.
"A gente ficou sem resposta. Um dia vai vir Justiça, não sei quando, tenho nem ideia. Mas, Deus vai me mostrar", lamentou.
Em dezembro de 2022, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) havia apresentado uma denúncia baseada em um exame pericial que comprovou que um dos projéteis que atingiram a vítima saiu da arma de Anderson. O acusado, ao ser interrogado, negou as acusações e afirmou que estava de folga no dia do crime, além de não conhecer a vítima antes dos eventos serem divulgados.
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