Polícia

Suspeito de ocultar corpo da filha no quintal é detido três anos após o crime durante abordagem de rotina

Gutemberg Peixoto, procurado por homicídio, foi encontrado em Tatuí enquanto tentava pescar em local proibido

Gutemberg, que tentou enganar os guardas com um nome falso, agora enfrenta a Justiça por homicídio e ocultação de cadáver - Foto: Arquivo pessoal
Gutemberg, que tentou enganar os guardas com um nome falso, agora enfrenta a Justiça por homicídio e ocultação de cadáver - Foto: Arquivo pessoal

Redação Publicado em 03/02/2026, às 09h05


Uma tentativa tranquila de pescaria em uma praça pública terminou de um jeito inesperado para um homem que estava sendo procurado pela Justiça. A tarde de domingo (1º) marcou o fim da fuga de Gutemberg Peixoto Alves de Souza, de 45 anos. Ele foi encontrado e detido pela Guarda Civil Municipal (GCM) na cidade de Tatuí, no interior do estado, em uma situação que parecia banal, mas que revelou um passado sombrio ligado a um crime que chocou o litoral paulista.

A captura aconteceu quase por acaso. Equipes da GCM faziam uma ronda de rotina pelo bairro Jardim XI de Agosto quando avistaram o homem se preparando para pescar no lago da Praça Mário Coscia. Como a pesca naquele local é considerada predatória e, portanto, proibida, os agentes decidiram abordá-lo para impedir a atividade. Percebendo que a situação poderia se complicar, Gutemberg tentou enganar os guardas apresentando um nome falso. No entanto, a mentira não durou muito. Após uma verificação mais detalhada, a equipe descobriu a verdadeira identidade dele e constatou que havia um mandado de prisão em aberto por homicídio e ocultação de cadáver.

Crime que marcou Ilha Comprida

Gutemberg é o principal suspeito de ter matado a própria filha, Agata Gonzaga Peixoto Ferreira, de apenas 17 anos, e enterrado o corpo no quintal da casa onde moravam, no bairro Balneário Britânia, em Ilha Comprida. O caso é complexo e envolve uma teia de mentiras que durou mais de um ano.

A adolescente havia desaparecido ainda em 2021, mas o crime só começou a ser desvendado em outubro de 2022. Na época, um tio da garota, estranhando a falta de notícias da sobrinha por tanto tempo, decidiu procurar a delegacia para registrar o desaparecimento. Durante todo esse período, o pai sustentou uma versão falsa para justificar a ausência de Agata: ele dizia para conhecidos e familiares que a filha tinha decidido ir morar com a mãe.

Descoberta no quintal

A história contada pelo pai começou a desmoronar quando os investigadores localizaram a mãe da jovem. Ao ser questionada, ela negou ter recebido a filha e disse que não tinha contato com Agata há meses. Com a contradição exposta, a polícia voltou suas atenções para a casa em Ilha Comprida.

No dia 11 de novembro de 2022, durante uma busca minuciosa no imóvel, o pior cenário se confirmou. Os policiais encontraram uma ossada humana enterrada no quintal da residência. Os exames confirmaram que os restos mortais eram da adolescente, transformando o caso de desaparecimento em uma investigação de homicídio cruel.

Agora, anos depois, a pescaria frustrada em Tatuí colocou Gutemberg novamente diante das autoridades. Ele recebeu voz de prisão no local e foi levado para o Plantão da Delegacia de Polícia da cidade, onde permanece detido à disposição da Justiça para responder pela morte e ocultação do corpo da filha.