Ambos os assaltantes foram presos em flagrante e responderão por roubo, enquanto a Polícia Civil investiga o caso

Redação Publicado em 03/02/2026, às 10h04
O que deveria ser apenas uma ocorrência policial comum de fim de semana ganhou contornos médicos e inusitados em Guarujá. Um dos suspeitos de participar de um assalto na orla da praia não foi levado direto para a cela, mas sim para um leito hospitalar. O motivo? Para tentar se livrar do flagrante e esconder o produto do roubo, o homem engoliu as correntes de ouro que havia acabado de arrancar da vítima.
O caso aconteceu no último domingo (1º de fevereiro), na região da Praia das Pitangueiras. Segundo os registros, a confusão teve início na Rua Brasil, um ponto bastante movimentado da cidade. Uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM), que fazia o patrulhamento preventivo para garantir a segurança dos banhistas e turistas, foi acionada às pressas por uma pessoa que tinha acabado de ser roubada.
A vítima relatou aos agentes que dois indivíduos a abordaram e, com violência, puxaram de seu pescoço duas correntes de ouro. O prejuízo estimado era alto: as joias foram avaliadas em cerca de R$ 4 mil. Com as características dos assaltantes em mãos, os guardas agiram rápido e conseguiram localizar e deter a dupla ainda nas proximidades.
Prova do crime no estômago
Foi durante o processo de abordagem e encaminhamento para a delegacia que a situação mudou de figura. Como os agentes não encontravam as correntes durante a revista pessoal, surgiu a suspeita de que um deles teria ingerido os objetos. Os dois foram levados para realizar exames e o raio-X não deixou dúvidas: as joias estavam alojadas no estômago de um dos detidos.
A confirmação visual transformou a ocorrência policial em um procedimento médico. O suspeito precisou ser internado e permanece sob escolta policial 24 horas por dia no hospital. A equipe médica aguarda agora que a natureza faça a sua parte. A expectativa é que as correntes sejam eliminadas do corpo por vias naturais, com a ajuda de medicamentos ou lavagem gástrica.
Dilema cirúrgico e prisão
A situação é delicada e envolve até a Justiça. Caso o organismo do rapaz não consiga expelir os objetos sozinho, ou se houver risco de perfuração ou outra complicação interna, será necessária uma cirurgia para a retirada das provas. Para isso, as autoridades já solicitaram uma autorização preventiva ao Poder Judiciário para realizar a operação, se for o último recurso.
Independentemente de como as joias vão sair, a situação legal da dupla já está definida. Ambos receberam voz de prisão em flagrante e vão responder pelo artigo 157 do Código Penal, que trata do crime de roubo. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que aguarda a "recuperação" dos bens para devolver à vítima e fechar o inquérito.
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