Mulher foi impedida de entrar no CDP após ser flagrada com 91 gramas de haxixe, que pretendia entregar ao irmão detento

Gabriella Souza Publicado em 09/12/2025, às 11h08
Uma visita rotineira a um Centro de Detenção Provisória (CDP) em São Vicente, no litoral de São Paulo, acabou de forma inesperada neste domingo (07). Uma mulher de 30 anos foi impossibilitada de entrar na unidade prisional “Luis Cesar Lacerda” após ser pega com uma quantia considerável de haxixe, droga que ela pretendia entregar ao irmão, um dos detentos do local.
Revista corporal
O momento da descoberta ocorreu durante a inspeção dos visitantes. A Polícia Penal do Estado de São Paulo relatou que a droga foi confiscada justamente quando a moça se preparava para acessar a penitenciária, durante o horário permitido para as visitas.
As agentes penais que estavam de serviço usaram o equipamento de escâner corporal. Este aparelho é crucial para a segurança, pois permite visualizar o que está escondido. Durante a checagem, elas notaram imagens estranhas e incomuns na silhueta da visitante.
Confrontada com o resultado da inspeção, a mulher admitiu imediatamente que carregava algo ilícito. Ela, então, retirou voluntariamente da sua região íntima um embrulho.
No pacote tinha um invólucro contendo cerca de 91 gramas de haxixe, um entorpecente potente, além de um pequeno pedaço de papel. O papel apreendido tinha anotações e mensagens escritas à mão.
Procedimentos e consequências
Todo o material apreendido, incluindo a droga e o bilhete, foi levado junto com a visitante para a Delegacia Sede de São Vicente. Lá, a Polícia Civil deu sequência aos procedimentos de rotina, registrando o ocorrido em um boletim de ocorrência para que as medidas legais cabíveis pudessem ser tomadas.
Mas as consequências para a mulher de 30 anos vão além da esfera criminal. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), órgão responsável pela gestão dos presídios, suspendeu a moça do rol de pessoas autorizadas a realizar visitas. Isso significa que, por um bom tempo, ela perde o direito de visitar o irmão e outros presos que possa conhecer na unidade. A ação é um padrão rigoroso da instituição para coibir a entrada de objetos proibidos e manter a ordem nos presídios.
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