Violência contra a mulher

Justiça mantém preso homem que matou esposa e publicou vídeo pedindo perdão em Praia Grande

Suspeito confessou o crime após discussão com a vítima; prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia

Homem suspeito de matar a esposa em Praia Grande teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia realizada pela Justiça - Imagem: Redes sociais
Homem suspeito de matar a esposa em Praia Grande teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia realizada pela Justiça - Imagem: Redes sociais

Redação Publicado em 10/03/2026, às 14h40


Pedro Ubiratan de Oliveira foi preso preventivamente sob suspeita de assassinar sua esposa, Thais Rodrigues Rocha de Oliveira, em Praia Grande, no Dia Internacional da Mulher, após confessar o crime em vídeos nas redes sociais.

O crime ocorreu em meio a um histórico de discussões entre o casal, com Pedro alegando suspeitas de traição como motivação, e a polícia não havia registrado ocorrências anteriores de violência doméstica formalizadas pela vítima.

Após o assassinato, Pedro foi localizado pela polícia e confessou a agressão, sendo inicialmente atendido em um hospital antes de ser levado à delegacia, onde foi autuado por feminicídio.

A Justiça determinou a prisão preventiva de Pedro Ubiratan de Oliveira, suspeito de matar a esposa, Thais Rodrigues Rocha de Oliveira, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O crime ocorreu na madrugada de domingo (8), data em que foi celebrado o Dia Internacional da Mulher. Após o assassinato, o homem publicou vídeos nas redes sociais pedindo perdão pelo que havia feito.

A decisão de manter o investigado preso foi tomada durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (9). Com a medida, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva enquanto o caso segue em investigação.

O feminicídio ocorreu dentro da residência do casal, localizada na Rua Cantor Renato Russo, no bairro Caieiras. Segundo informações da polícia, o crime aconteceu durante a madrugada.

Em depoimento à polícia, Pedro afirmou que o casal havia discutido dois dias antes do crime após ele encontrar uma peça íntima na residência e suspeitar de traição. Durante a briga, ele admitiu ter dado um tapa na esposa, situação que levou a vítima a acionar a polícia. Na ocasião, ele chegou a ser retirado da casa.

De acordo com o boletim de ocorrência, mesmo após o episódio o homem afirmou a familiares que tentaria se reconciliar com Thais. Na noite de sábado (7), ele teria ligado para um sobrinho dizendo que havia deixado as filhas do casal na casa da avó para conversar com a esposa e tentar retomar o relacionamento. Durante a ligação, Pedro também comentou que pretendia buscar tratamento para o uso de drogas.

Horas depois, por volta das 4h da madrugada de domingo, o suspeito voltou a entrar em contato com o sobrinho, desta vez utilizando o telefone da vítima. Ele pediu que o parente fosse até a casa dele, mas, como o familiar afirmou que não poderia sair naquele momento, Pedro enviou mensagens dizendo que havia matado a própria esposa.

A informação foi repassada a outros familiares, que viram também publicações do suspeito nas redes sociais. Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada.

Corpo encontrado dentro da casa
Quando chegaram ao imóvel, os policiais encontraram Thais caída no chão da sala, com ferimentos no rosto e grande perda de sangue. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência confirmou a morte no local.

Segundo a delegada Lyvia Cristina Bonella, da Delegacia de Defesa da Mulher, o casal tinha histórico de discussões, mas não havia registro anterior de violência doméstica formalizado pela vítima.

Após o assassinato, Pedro deixou a residência e foi até a casa da mãe, onde contou o que havia feito. Ele acabou localizado pela Polícia Militar na rua, desorientado e com um ferimento na cabeça.

Aos policiais, o suspeito confessou que agrediu a esposa com socos e a esganou. Ele afirmou que não utilizou nenhum objeto durante a agressão e alegou que a motivação teria sido a suspeita de traição.

Pedro foi encaminhado inicialmente ao Pronto-Socorro Quietude para atendimento médico e, posteriormente, levado à Central de Polícia Judiciária de Praia Grande, onde foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio.