Economia

Governo amplia para R$ 3 bilhões o investimento à indústria química após negociação

Aumento bilionário visa estancar crise e preservar empregos na indústria de Cubatão

Vice-presidente Geraldo Alckmin confirma que verba será liberada rapidamente através de Medida Provisória já pronta para assinatura - Foto: Thiago Macedo/Prefeitura de Cubatão e Júlio César Silva/MDIC

Redação Publicado em 04/02/2026, às 18h29

O governo federal decidiu não apenas manter, mas ampliar significativamente o teto do socorro financeiro voltado especificamente para o fortalecimento da indústria química nacional. O valor, que inicialmente estava previsto em R$ 2 bilhões, ganhou um acréscimo de peso e agora será de R$ 3 bilhões.

Os detalhes exclusivos dessa "costura" política, que beneficia diretamente a sobrevivência e a retomada do Polo Industrial de Cubatão, foram revelados pelo deputado federal Carlos Zarattini, em uma entrevista concedida à rádio CBN Santos na manhã desta quarta-feira (4).

Reuniões decisivas

A virada de chave aconteceu após uma série de encontros na capital federal focados exclusivamente nos desafios que o segmento químico enfrenta hoje. 

Foi nesse contexto que o vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin, recebeu uma comitiva de peso nesta terça-feira (3). Estavam presentes o prefeito de Cubatão, César Nascimento, a vice-prefeita, vereadores da cidade e representantes das indústrias, além dos deputados envolvidos. A conversa franca sobre a gravidade da situação motivou uma segunda rodada de debates, onde finalmente o martelo foi batido com o aumento de R$ 1 bilhão sobre o orçamento inicial.

Medida Provisória

O recurso será oficializado por meio de uma Medida Provisória (MP), essa MP funciona como uma lei com força imediata, o que acelera a liberação da verba e permite que as indústrias acessem esse capital de giro ou incentivos fiscais mais rapidamente. A expectativa agora gira em torno da assinatura do documento.

A previsão é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assine a MP já na próxima semana, liberando o incentivo para que as empresas possam respirar e retomar o crescimento. Com isso, o Polo de Cubatão ganha uma chance real de frear a crise e voltar a ser um motor de desenvolvimento, amparado por um orçamento que, de última hora, ficou 50% maior do que o planejado.

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