Com a nova estrutura de premiações, a FIFA distribui um recorde de 727 milhões de dólares
Gabriella Souza Publicado em 06/07/2026, às 10h53
A eliminação da Seleção Brasileira diante da Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 encerrou o sonho do hexacampeonato, mas garantiu um retorno financeiro expressivo aos cofres da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Pela campanha que colocou o Brasil entre o 9º e o 16º lugar do torneio sediado nos Estados Unidos, Canadá e México, a entidade assegurou uma premiação de 15 milhões de dólares (cerca de R$ 77,5 milhões, na cotação atual).
Somando a este valor a cota fixa de 10,5 milhões de dólares que todas as 48 seleções participantes receberam apenas por disputar a fase de grupos, montante que inclui 1,5 milhão de dólares carimbado para os custos de preparação, o Brasil se despede do Mundial com um faturamento total de R$ 131,8 milhões.
Recorde histórico nas premiações da FIFA
Os valores distribuídos nesta edição refletem o gigantismo do novo formato da competição. Ao todo, a Fifa distribuirá um montante recorde de 727 milhões de dólares (aproximadamente R$ 3,7 bilhões) em prêmios. O valor representa um aumento expressivo de 50% em comparação com a Copa do Mundo de 2022, no Catar, quando foram pagos mais de R$ 2 bilhões, cifra que, por sua vez, já havia superado em 10% o total distribuído na Rússia, em 2018.
A valorização do torneio também fica evidente quando analisada a fatia destinada exclusivamente ao futuro campeão mundial. A seleção que erguer a taça em 2026 embolsará 50 milhões de dólares. Para efeito de comparação, a Argentina recebeu 42 milhões de dólares pelo título de 2022 e a França faturou 38 milhões de dólares pela conquista de 2018.
O mapa das cotas financeiras por desempenho
A nova estrutura de distribuição da Fifa premia as federações de forma escalonada, de acordo com a fase em que cada país se despede do torneio.