Seleção Brasileira

Rodrigo Caetano reconhece frustração mas banca Ancelotti: "Trabalho vai ter continuidade"

Ancelotti, que assumiu em 2025, terá a chance de liderar um ciclo completo de quatro anos com a Seleção Brasileira

Após eliminação na Copa do Mundo de 2026, CBF confirma permanência de Carlo Ancelotti até 2030 - Foto: Reuters
Após eliminação na Copa do Mundo de 2026, CBF confirma permanência de Carlo Ancelotti até 2030 - Foto: Reuters

Gabriella Souza Publicado em 06/07/2026, às 11h09


O diretor executivo de seleções da CBF, Rodrigo Caetano, garantiu publicamente a permanência do técnico Carlo Ancelotti no cargo. Mesmo com a eliminação sofrida diante da Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, a entidade máxima do futebol nacional confirmou que o treinador italiano cumprirá o seu contrato e liderará o projeto brasileiro até a Copa do Mundo de 2030.

Ele também ressaltou que a prioridade da CBF a partir deste momento é estabelecer um ambiente de estabilidade técnica, permitindo que a comissão desenvolva um planejamento de longo prazo sem as interrupções que marcaram os últimos anos.

Foco na estabilidade e respaldo ao treinador italiano

  • "Cabe a nós agora ressaltar a necessidade de termos um ciclo dentro de uma normalidade, com um pouco mais de calma, com um trabalho que vai ser dada a continuidade com o Mister até a Copa de 2030 e com os ajustes necessários. Que tenhamos o mínimo de tranquilidade para seguir em frente e preparar a próxima Copa", declarou Rodrigo Caetano.

Ancelotti assumiu o comando técnico do Brasil em 2025, logo após encerrar o seu vínculo vitorioso com o Real Madrid. O italiano foi o responsável por conduzir a equipe na reta final das Eliminatórias Sul-Americanas e por estruturar o grupo que disputou a fase de grupos e o início do mata-mata nos Estados Unidos. Assim, o treinador terá a oportunidade de iniciar, pela primeira vez, um ciclo completo de quatro anos de preparação à frente da Seleção Brasileira.

Frustração com o resultado e análise do desempenho

Embora tenha reafirmado a convicção no projeto técnico, Rodrigo Caetano não escondeu o impacto negativo causado pela derrota por 2 a 1 para os noruegueses. O diretor admitiu que o sentimento de frustração atinge de forma igualitária os atletas, os membros da comissão técnica e o corpo diretivo, especialmente pelo fato de a equipe demonstrar sinais de evolução coletiva justamente na fase aguda da competição.

  • "Óbvio que ainda estamos juntando os cacos, todo mundo muito triste, frustrado, decepcionado, os atletas, staff, comissão técnica. Por outro lado, não podemos invalidar o período que estivemos juntos, principalmente nesses 38 dias onde os atletas e todos nós tivemos a oportunidade de presenciar o nível de comprometimento e profissionalismo deles. Do primeiro ao último dia. Realmente, por tudo que a equipe foi crescendo ao longo da competição, e acho que hoje em muitos momentos repetiu um bom futebol, essa eliminação dói mais ainda porque ficamos em uma fase onde tínhamos tudo para avançar. Nosso objetivo sempre foi estar em uma final e, mesmo com um ciclo que não foi dentro do modelo ideal, pelo trabalho realizado nesse último ano a gente tinha esperança", analisou o dirigente.

Com a confirmação da permanência de Ancelotti, a comissão técnica iniciará o mapeamento de atletas para as próximas convocações, que marcarão o início da transição geracional do elenco e o começo do novo ciclo visando as Eliminatórias para o Mundial de 2030.